quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Livro do Mago

Boa Noite, criei um Blog restrito (somente para convidados) onde trocaremos informações Magisticas, o nome do Blog é "o Livro do Mago" .

Quem se interessar favor mandar um e-mail para magodam2012@gmail.com com os seguintes dados:

nome,
nome mágico (se tiver)
data de nascimento,
religião ou cultura mística,
cidade/estado
e-mail válido.

Aguardo!
Nem todos serão aceitos!
Mas responderei a todos!

um fraterno abraço, Mago Dam

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Os Orixás

Orixá: Palavra de origem ioruba que designa as divindades dos cultos afro-brasileiros. Cada orixá está ligado a um fenômeno natural e/ou a uma atividade específica, ou ainda a um aspecto da personalidade humana.Em número superior a 600 na África, não se sabe quantos deles chegaram a ser cultuados no Brasil.Os principais são: Exu, Ogum. Oxóssi, Ossâim, Xangô, Iansã, Oxum, Oxumarê, Obaluaê ou Omolu, Iemanjá e Oxalá.

Devido à repressão da Igreja Católica, cada um deles foi associado a um santo católico.O culto aos orixás inclui diversos rituais, inclusive a oferendas de comidas e preparados ritualmente, segundo as normas particulares de cada orixá, e bebidas alcoólicas; ocorre também o sacrifício de animais (galináceos, caprinos e bovinos).

Cada pessoa tem seu orixá protetor ou, segundo os diversos cultos, um principal e um secundário, ou mais. A identificação do orixá protetor é feita pelo pai-de-santo, geralmente através do jogo de búzios.

Os protegidos - ditos filhas ou filhos-de-santo - de cada orixá podem, ap&oacutte;s o ritual de iniciação, ser possuídos ou incorporar seu orixá. No Brasil, em Cuba e no Haiti, cada um deles foi associado a um santo católico. As aventuras dos orixás femininos e masculinos, seus casamentos e conflitos, formam uma rica mitologia.

OLORUM

Orixá Masculino da criação do mundo. Foi praticamente esquecido em grande parte das casas de culto brasileiras. É o pai de Oxalá. Termos

Terreiro: Na umbanda, no candomblé e em outras religiões afro-brasileiras, local sagrado, ao ar livre ou em recinto fechado, onde se realizam cerimônias e cultos. (Cada terreiro tem seu orixá (ou santo) e seu chefe: o babalorixá ou a ialorixá.)

Filho-de-santo: Originalmente aplicado apenas às pessoas, no início mulheres, iniciadas no candomblé, o termo foi depois estendido a todo aquele que, de algum modo, cultua os orixás, identifica seus orixás protetores, etc. (após a iniciação, quando seus cabelos são raspados, as filhas-de-santo têm diversas obrigações na casa de culto, como preparar comidas-de-santo, participar de rituais e festas, etc.)

Mãe-de-santo ou ialorixá: Sacerdotisa-chefe nos cultos afro-brasileiros, responsável pela iniciação dos filhos-de-santo.

Babalaô: Sacerdote dedicado ao culto de Ifá, o orixá da adivinhação. Geralmente usa os búzios, mas também pode adivinhar com cocos de dendê ou com o obi, que é uma noz de cola cortada em duas ou quatro partes.

XANGÔ

Divindade do culto afro-brasileiro, um dos orixás mais destacados do candomblé. Orixá masculino das tempestades, dos trovões, dos raios e da justiça. Segundo a tradição oral, teria sido o quarto rei de Oyó, capital do antigo império ioruba. Filho de Iemanjá, foi casado com Iansã, com Oxum e com Obá. É representado com um rei poderoso que distribui justiça, com um machado de duas lâminas nas mãos. Características: força, retidão, orgulho, autoritarismo, sensualidade e, quando contrariado, violência. Sincretismo: no sincretismo afro-católico, aparece como São Jerônimo, possivelmente devido ao leão que acompanha a imagem do santo, animal simbólico da realeza entre os iorubas. Também aparece como Santa Bárbara, protetora contra as tempestades, e como São Jorge, devido à espada que acompanha a imagem do santo, que é identificada à insígnia do orixá, o oxé, machadinha de lâmina dupla. São Pedro e São Miguel.

Cores: vermelho e branco no candomblé e marrom na umbanda.
Oferendas: sua comida-de-santo é galo, bode, cágado, carneiro e caruru de quiabos (amalá). Locais: pedreiras ou pedra em beira de cachoeira.
Saudação: Kabiencille Xangô
Simbolismo: oché - machado de 2 lados.
Dia da semana: quarta-feira e para outros terça-feira, sendo a festa anual celebrada a 24 de junho ou 30 de setembro.

Em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Paraíba, o termo "xangô" é utilizado genericamente pelos leigos para designar o próprio culto afro-brasileiro.

EXU

Figura muito popular e controvertida do panteão afro-brasileiro. No candomblé, é considerado, em algumas casas, um orixá e em outras, não, mas todas atribuem-lhe a função de mensageiro dos orixás, responsável por levar os pedidos dos homens às divindades e traduzir-lhes as respostas. Transita tanto pelo mundo material (ayé) quanto pela região do sobrenatural (orum).

É considerado o mais humano dos orixás por interferir nas ocorrências práticas e mundanas.

Atribuem-lhe freqüentes interferências maléficas na vida prática e espiritual.

Características: afinidade com dinheiro e ganhos materiais, sexualidade exacerbada, irreverência e, principalmente, beligerância indiscriminada.

Sincretismo: na umbanda e no folclore é considerado a personificação do Mal, identificado com o Diabo cristão.

Cores: o preto e vermelho;
Oferendas: no candomblé é homenageado antes dos orixás e quase todos os tipos de comida-de-santo lhe são oferecidas, sendo a mais comum farofa com azeite-de-dendê e pimenta, pinga, charutos e o sacrifício de um galo ou bode pretos. Locais: seus locais são as encruzilhadas, passagens, rotas, esquinas e portas;
Saudação: Laroiê
Simbolismo: Ogó (pênis de madeira, com búzios pendurados simbolizando o sêmen).
Dia da semana: segunda-feira

O aspecto feminino de Exu é a Pomba-Gira, que se destaca pelo humor, volúpia e sensualidade (cabelos soltos, saias rodadas, flores na cabeça, dança frenética).

IANSÃ

Orixá feminino iorubano, associado aos ventos fortes e tempestades. É também conhecida no Brasil por Oiá, tal como se chama na África a deusa do rio Oiá (Níger), sua forma original. Segundo as lendas, foi mulher de Ogum e trocou-o por Xangô, mas sem romper totalmente os laços com Ogum. É representada como uma rainha guerreira, com uma espada em punho. Muito corajosa, é o único orixá capaz de enfrentar os eguns, espíritos dos mortos. Características: temperamento forte, passional e autoritário, ao mesmo tempo agressivo e feliz, uma de suas características mais marcantes é a sensualidade irrefreada.

Sincretismo: identificada pelos afro-brasileiros como Santa Bárbara, tornou-se protetora contra os raios e tormentas.
Cores: suas cores são o vermelho e o branco, ou o roxo.
Oferendas: come acarajé e abará, e detesta abóbora. Sacrificam-lhe cabras e galinhas.
Locais: margem de rios, ventania.
Saudação: Epahei.
Simbolismo: Chicote (Eruexim), Raio-Zambembe, espada curta - Abebé, raio.
Dia da semana: quarta-feira, também dia de xangô, o deus dos trovões.
Festejada dentro e fora dos candomblés a 4 de dezembro.
Para outros terça-feira.
É muito popular entre as mulheres dos candomblés, sendo escolhida para santa das mais inquietas e de vida sexual mais ativa.

IEMANJÁ

Iemanjá (do ioruba yeye, mãe + eja, peixe), orixá feminino das águas, especialmente do mar. Muito cultuada em todo o país, é também chamada Janaína, Princesa de Auicá, Princesa do Aiocá, Sereia do Mar, Rainha do Mar, Senhora das Águas. Associada à gestação e à procriação, é-lhe atribuida a condição de mãe da grande maioria dos orixás, entre os quais Xangô, Iansã e Oxóssi. É representada como uma senhora branca de seios grandes, com uma coroa franjada, empunhando um leque com desenhos de peixes ou sereias. Aculturada com as sereias de origem européia e as iaras ameríndias. Segundo o atual movimento negro deveria ser negra, já que se trata de um orixá africano.
Características: sentimento maternal, afabilidade e doçura; apego à hierarquia, retidão e alguma rigidez; determinação, responsabilidade e força.
Sincretismo: sincretizada com várias Nossas Senhoras, é festejada em várias datas: em Salvador, a 2 de fevereiro (dia de Nossa Senhora do Rosário, quando um grande cortejo de barcos parte do bairro do Rio Vermelho e entra mar adentro lebando-lhe presentes). No Rio de Janeiro e em diversas partes do litoral, é festejada no Ano-Novo e em Santos (SP), a 15 de agosto e 31 de dezembro. S
ua correspondente católica, nos candomblés, é Nossa Senhora da Conceição, festejada no dia 8 de dezembro.
Cores: o azul, o rosa-claro e o azul-claro.
Oferendas: peixes do mar, arroz, milho, camarão com coco.
Locais: mar e praia.
Saudação: Odôia!
Simbolismo: Abebé (leque) de metal branco com um peixe ou em formato de peixe, concha, ondas, peixes.
Dia da semana: sábado

LOGUN EDÉ

Apesar de não ser um Orixá tão conhecido no Brasil, é bem cultuado na região da Bahia, e também no Rio de Janeiro, onde tem muitos filhos de Santo. Mas seu culto encontra-se em plena expansão. Erinlè (confundido no Brasil com Oxóssi) teria tido com Oxum, um filho chamado Lógunède (Logunedé). Assim, Logunedé é metade Oxóssi e metade Oxum. Ele é seis meses masculino-Oxóssi, vivendo sobre a terra e comendo caça, e seis meses feminino-Oxum, vivendo sob as águas e comendo peixe. Características: Sintetizando os tipos ligados a Oxóssi e a Oxum. Portanto contraditórios, gênio imprevisível, por vezes falante, por vezes solitário. Possuem elegância, vaidade e altivez.
Sincretismo: São Miguel Arcanjo. Na Bahia é sincretizado com Santo Expedito.
Cores: Amarelo ouro e azul claro alternados.
Oferendas: feijão fradinho, milho, cebola, camarão, inhame, ovo, coco, mel, dendê.
Locais: mata, fauna, flora, rios, cachoeiras.
Saudação: Lôsi Lôsi Arô.
Simbolismo: Cavalo marinho.
Dia da semana: quinta-feira.

NANÃ

Orixá feminino do fundo das águas de lago ou mar, do lodo e da lama, e da velhice. Também chamada Nanã Burucu e Anemburoquê, popularizou-se a partir do início do séc. XX. É o mais velho orixá feminino; mãe de todos os orixás, para alguns, ou apenas de Obaluaê e Oxumaré, em alguns mitos é esposa de Oxalá e está ligada à criação do mundo. É apelidada "Vovó" e, quando se incorpora, dança vagarosamente.
Características: calma, benevolência e gentileza, principalmente com as crianças.
Sincretismo: Sant'Ana.
Cores: branco e azul-claro no Candomblé e roxo na Umbanda.
Oferendas: alimentos brancos: milho branco, inhame, arroz, etc.
Locais: cachoeira.
Saudação: Saluba Salu si.
Simbolismo: Ibirin feito compalha da costa e búzios (vassoura de Nanã).
Dia da semana: Na Umbanda é terça-feira e no Candomblé é no sábado.

OBÁ

Senhora das ilhas e penínsulas e orixá que zela pelo amor. Deusa do Rio Obá. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo e lança. Na dança briga com Oxum que, com artifícios, a induziu a cortar uma das orelhas para usá-la na comida de Xangô e com isso manter seu amor. Obá descobriu-se enganada, e foi repudiada por Xangô.
Características: honestidade e elevado senso moral. Guerreiros por natureza. Simples, ingênuos e crédulos. Não cultiva amigos por os acharem interesseiros.
Sincretismo: Nossa Senhora das Neves, Nossa Senhora do Mont Serrat e Santa Joana D'Arc. Cores: vermelho, branco, amarelo, marfim, rosa, coral.
Oferendas: acarajé, feijão fradinho, amalá e caruru.
Locais: em penínsulas, águas agitadas nos rios.
Saudação: Exó.
Simbolismo: escudo e a espada.
Dia da semana: quarta-feira

OGUM

Orixá masculino do ferro e da guerra e, por extensão, das competições. É um dos orixás mais conhecidos e cultuados no Brasil. Filho de Iemanjá, é irmão de Exu, com o qual se assemelha pela agressividade e beligerância. Conquistador e volúvel, ligou-se a vários orixás femininos, entre as quais Iansã, que o trocou por Xangô. Seu símbolo é uma espada prateada, e seu amuleto (ou fetiche) é uma penca de 14 ou 21 instrumentos de ferro. Quando se incorpora, dança brandindo a espada, como em combate.
Características: impetuosidade, autoritarismo, coragem, retidão e gosto pelas viagens e consquistas.
Sincretismo: identificado com São Jorge (São Paulo e Rio de Janeiro) e Santo Antonio (Bahia).
Cores: no candomblé sua cor é o azul-escuro, às vezes com o branco, e, na umbanda, vermelho e branco.
Conta: contas de louça azul escuro ou verde com riscos azuis.
Oferendas: cravos e rosas vermelhas, feijão-preto ou feijoada, acarajé, inhame assado, vela azul-marinho.
Locais: na orla das matas, nas proximidades de ruas encruzilhadas, estradas e caminhos de terra.
Saudação: Ogunhê!
Simbolismo: espada de ferro, lança, torquês, ponta de flecha, facão, enxada, enxó.
Dia da semana: quinta-feira para alguns e terça-feira para outros.
Ogum: deus nagô da guerra, Ogundelê.

AS 7 FALANGES DE OGUM
Ogum Beira-Mar (oferenda à beira-mar)
Ogum Rompe-Mato (oferenda na entrada da mata)
Ogum Megê (oferenda no lado direito do cemitério)
Ogum Naruê (oferenda no lado esquerdo do cemitério)
Ogum Matinata (oferenda no sopé de morro)
Ogum Yara (oferenda na margem de rio)
Ogum Delê (oferenda na água do mar)

Omolu

Omolu ou Obaluaê, orixá masculino das doenças, em especial de pele, e da varíola. Também chamado Abaluaê ou Omonolu, os dois nomes correspondem às formas jovem e velha de Xampanã, orixá da varíola e da peste, cujo nome é considerado tabu. Filho de Nanã, Obaluaê ficou muito doente e fraco e foi por ela abandonado, sendo recolhido e cuidado por Iemanjá. É representado com o rosto e o corpo cobertos por véus e vestes de palha e, quando se incorpora, dança em convulsões e tremendo, alquebrado, com grande sofrimento.
Características: Omolu tem o poder de enviar e curar doenças epidêmicas e individuais pelo que seu culto apresenta rígidas normas e proibições, para evitar que se encolerize.
Sincretismo: é identificado com São Lázaro e São Bento.
Cores: branco e preto, às vezes marron.
Oferendas: pipoca sem sal, feijão-preto e feijão-fradinho, aberém, etc.
Saudação: Atotô.
Dia da semana: segunda-feira.

Omolu - Omulu, orixá das doenças. Aparece sob duas formas: jovem e forte, como Obaluaiê, e velho e decrépito, como Omulu. Nos candomblés, é considerado companheiro inseparável de Ogum (deus da guerra) e de Exu; costuma-se chamá-lo de "homem da encruzilhada". É um dos orixás mais prestigiados no brasil.

OSSAIM

Ossaim é o Orixá conhecido nos cultos afro-brasileiros como o Senhor das ervas litúrgicas e medicinais, sendo por isso também o Orixá médico que tem poder de curar através das plantas medicinais, pois todas elas lhe pertencem e, apesar de muitas serem propriedade de alguns orixás e utilizadas para o ritual dos mesmos, todas são primeiramente de Ossaim. Ossaim é o Senhor das matas e florestas, ele é habitante assíduo delas, assim como Oxóssi e Obá. É ele quem tem o domínio sobre as folhas, cascas e raizes, sendo regente absoluto da Amazônia.
Características: Equilíbrio. Sincretismo: Santo Onofre e São benedito.
Cores: Verde, rosa, azul e vermelho.
Oferendas: milho.
Locais: florestas, selvas ou ao pé de uma árvore.
Saudação: Auê Aça
Simbolismo: Ramo de folhas com um pássaro pousado, indicando seus poderes de cura e magia. Dia da semana: quinta-feira.

OXALÁ

Orixá masculino do céu e da criação do mundo. Também chamado Obatalá e Orixalá, é um dos orixás mais queridos e respeitados do Brasil, principalmente na Bahia. É filho de Olorum e pai de todos os orixás; ligou-se apenas a Iemanjá, com quem teve a maioria dos filhos, e a Nanã, com teve os orixás Iroco, Oxumaré e Obaluaê. Governa, além dos céus, todos os orixás e, por extensão, a humanidade, que criou com figuras de barro cozido.
Características: extremamente pacífico, calmo e tranquilo, Oxalá é sempre o último orixá a se manifestar durante uma cerimônia. Divindade da criação; poder e proteção.
Sincretismo: habitualmente identificado com Jesus Cristo. Em sua homenagem é realizada a lavagem das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA).
Cor: sua cor é o branco.
Conta: Branca leitosa.
Oferenda: Comida branca - ebô de milho sem azeite e sem sal e acaçá; conquém, galinha branca, pombo, cabra.
Saudação: Epá Babá
Simbolismo: Pedacinhos de marfim dentro de um anel de chumbo.
Instrumentos: Capacete, couraça, e capangas, 1 espada, 1 mão-de-pilão, 1 escudo, 1 polvari.
Indumentária: Branca
Dia da semana: é a sexta-feira, pelo que muitos filhos-de-santo vestem roupas brancas neste dia.

OXÓSSI

Orixá Masculino da caça e das matas. Filho de Iemanjá, é irmão de Exu e de Ogum. Simbolizado por um arco e flecha unidos, mantém vivos os animais das matas, onde vive. Na Umbanda, Oxóssi é considerado o chefe dos caboclos, índios e boiadeiros. Orixá das matas e amigo inseparável de Ogum, é o representante da medicina na mitologia africana: para os povos nativos, suas folhas e ervas medicinais são fontes de saúde. Oxóssi habita nas entranhas das florestas virgens. É o senhor dos arbustos, protetor de toda a flora. Foi ele quem inspirou as comunidades nehras na busca do conhecimento de suas origens.
Características: liberdade e independência, às vezes solidão e individualismo.
Sincretismo: em algumas regiões é identificado com São Jorge; em outras, com São Sebastião.
Cor: sua cor é o azul-claro no candomblé e verde na umbanda.
Oferendas: Axoxô, milho e coco.
Locais: matas.
Saudação: Oké Arô Odé
Simbolismo: Arco e flecha.
Dia da semana: quinta-feira

OXUM

Orixá feminino das fontes e rios, da beleza e da riqueza. É irmã e esposa de Xangô, assim como Iansã e Obá. Representada como uma jovem muito bonita e vaidosa, quando se incorpora dança como se estivesse tomando banho em um rio, penteando os cabelos e olhando-se ao espelho; sacode os braços para ouvir tilintar os braceletes. Tem também uma dança guerreira. Rege também a fertilidade das mulheres e a riqueza.
Características: além da graça e beleza, são suavidade, gentileza, jovialidade e uma sensualidade intensa, mas discreta.
Sincretismo: é sincretizada com diversas santas católicas, entre as quais Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Conceição e a Virgem Maria.
Cor: amarelo-ouro.
Oferendas: ovos, abará, ipetê, banana, canjica, xinxim, omolucum.
Locais: rios ou nascentes.
Saudação: Ora Ieiê. Simbolismo: espelho, abebé com estrela.
Dia da semana: sábado.
Tem várias formas, com diferentes idades e seu oxé é o seixo.

OXUMARÉ

Orixá masculino e feminino do arco-íris e das chuvas.É filho de Nanã e passa metade do ano na forma masculina e a outra metade na forma feminina, quando é chamado Bessém. É representado por uma serpente, pois na África o arco-íris é mitologicamente descrito como uma grande serpente das águas que se eleva até o céu. Quando incorpora, dança apontando alternadamente para o céu e para a terra, revelando a dualidade característica do orixá. Rege o bom tempo, enviando as chuvas na quantidade ideal para a lavoura.
Características: a mutação e renovação constantes também são características de Oxumaré, além da dualidade.
Sincretismo: é identificado a São Bartolomeu.
Cores: são o verde e amarelo ou todas as cores do arco-íris.
Oferendas: secas - milho branco, acarajé, paçoca, coco, mel, feijão, ovos e dendê; outras - azeite, camarões, cebola, acaçá.
Locais: como Oxum, recebe as oferendas nas cachoeiras.
Saudação: Ru Boboi Dan
Simbolismo: Tridente com uma cobra, Arco-íris.
Dia da semana: segunda-feira e para outros terça-feira.

Fonte: www.terrabrasileira.net

Assédio à médiuns umbandistas

Texto extraído do livro “Jardim dos Orixás” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Norberto Peixoto (Editora do Conhecimento).

Pergunta: Quais as vossas considerações para que se mantenham as condições vibratórias à “altura” dos Guias e Protetores? Por que isso é tão difícil, em alguns casos quase impossível, exigindo um esforço hercúleo?

Ramatís: A própria condição de existência na carne vos torna frágil diante dos desafios da vida diária. A necessidade do ganho financeiro para o sustento, a competição, o estresse dos cidadãos, os congestionamentos de vosso trânsito, a poluição do meio ambiente, o excesso de ruído, as drogas e os vícios em geral, a violência contínua e ininterrupta, tudo isso e muito mais, são fatores que tornam a existência terrena um grande desafio para o espírito encarnado.

Os médiuns, por terem uma maior sensibilidade em relação aos planos suprafísicos, encontram potencializadas as suas agruras. Afora as questões existenciais ligadas à matéria ? um filho fica doente inexplicavelmente, faltam as moedas para os alimentos e o aluguel da humilde casa, o chefe tirano persegue diuturnamente a esposa no trabalho, o automóvel com prestações vincendas é roubado em pleno dia, entre outros tormentos ? tendes que lidar com o mundo do além-túmulo, nada amigável, pois adversários de outrora tudo fazem para vos derrubar.

Deveis ter em mente, de forma cordial, vossos defeitos e fragilidades, não pretendendo parecer santos em convento. A verdadeira iniciação se dá na luz do dia-a-dia, no redemoinho do mundo profano de vossa sociedade atual, contaminada de imoralidade, apegada aos prazeres materiais e sexuais, vaidade e sensualismo exacerbado. É quadro que se agrava entre os medianeiros, sendo eles os maiores obstáculos de si próprios por suas fraquezas da alma e pelas ressonâncias de vidas passadas que ficam intensificadas no labor mediúnico. O mecanismo de sintonia com o lado de cá, fundamental para o socorro dos estropiados do astral inferior, apóia-se em vossos defeitos e lembranças anímicas imorais ? eis que semelhante cura semelhante. Antes de almejardes a contínua assistência vibratória dos Guias e Protetores, deveis, gradativamente, ir expurgando vossas nódoas através do trabalho socorrista continuado, “purificando-vos” através do atrito implacável do carma, que com suas ferramentas moldará a futura peça de ourivesaria para ocupar o cofre imortal do EU SUPERIOR.

Pergunta: Parece-nos que nos médiuns umbandistas os assédios são ininterruptos, como se tivessem que estar sempre prontos para serem atacados pelos magos negros e suas organizações a qualquer momento. Isso é real?

Ramatís: Por atuarem diretamente no Umbral Inferior, situação que se intensifica neste início de Terceiro Milênio, pela necessidade urgente de higienização da psicosfera terrícola, os revides, perseguições e assédios das Sombras são costumeiros. Sendo assim, fica a impressão de que os aparelhos umbandistas são costumeiramente atacados, situação que é verdadeira, o que não quer dizer que não haja proteção aos abnegados trabalhadores que se entregam à passividade mediúnica nos terreiros.

As características de trabalhos dos médiuns da Umbanda exigem contínua cobertura vibratória das falanges protetoras do lado de cá. Os “confrontos” e “demandas” contra as organizações das trevas são costumeiras, já que a justiça divina se movimenta arduamente para as remoções de comunidades do além-túmulo cristalizadas no mal, nesta Nova Era. Por absoluta falta de canais mediúnicos em outros agrupamentos espiritualistas na Terra ? tristemente verificamos a diminuição a até a completa desativação de trabalhos desobsessivos e de manifestação, pela psicofonia, de espíritos sofredores¹ ? cada vez mais os espíritos benfeitores do Astral Superior utilizam os medianeiros da Umbanda e da Apometria. Para a Espiritualidade, entretanto, vossa nomenclatura pouco importa.

Preocupamos-nos com a tarefa a ser realizada, assim como procedia o Cristo-Jesus na sua estada entre vós.

Nota1. contrariando Jesus, que nos ensinou: “Os sãos não precisam de médicos”, inúmeros centros e federações espíritas, estão deixando de realizar trabalhos de desobsessão, alegando que o ser humano deve usar o poder da mente e promovendo a reforma íntima, para se proteger contra a obsessão. Tal procedimento anticristão, deixa desamparados milhares de desencarnados que precisam receber tratamentos espirituais e harmonizantes, para terem condições de receberem socorro das falanges benfeitoras do Astral superior, com isso, os agrupamentos umbandistas, assumem maiores responsabilidades com estes irmãos necessitados.

Aspectos das giras de caridades

Texto extraído do livro “Evolução do Planeta Azul” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Norberto Peixoto (Editora do Conhecimento).

Pergunta: Podeis descrever-nos, sob o ponto de vista do Plano Astral, a movimentação invisível aos nossos olhos carnais que ocorre nessas giras de caridade, praticada nas casas de Umbanda?

Vovó Maria Conga: Toda casa de Umbanda que é séria e faz a caridade gratuita e desinteressada é um grande hospital das almas, tendo o apoio de falanges espirituais do Astral Superior. Essas giras de caridade são grandes pronto-socorros espirituais, onde não se escolhe o tipo de atendimento, estabelecendo enormes demandas no Além. Os consulentes que procuram os Pretos Velhos e Caboclos para a palavra amiga e o passe, avançam trazendo os mais diversos tipos de problemas: doenças, dores, sofrimentos, obsessões, desesperos, etc. Processa-se a caridade sem alarde, pura, assim como o Cristo-Jesus procedia, atendendo a todos que o procuravam.

É indispensável um ambiente harmonioso e de energias positivas no grupo de médiuns que formarão a corrente vibratória. Para se conseguir as vibrações elevadas, se cantam pontos, que são verdadeiros mantras, faz-se a defumação com ervas de limpeza físio-etérea e espargem-se essências aromáticas que auxiliam a elevar as vibrações.

No Plano Astral, estabelece-se um campo vibratório de proteção espiritual. Vários quarteirões em volta do local da gira ou templo, os Caboclos e Guardiões já se colocam com seus arcos e flechas com dardos paralisantes e soníferos. Bandos de desocupados e malfeitores tentam passar por esse cordão de isolamento, mas são repelidos por uma espécie de choque, através de uma imperceptível malha magnética. Outras entidades que acompanham os consulentes não são barradas e, ao adentrar a casa, são colocados em local apropriado de espera. Várias entidades auxiliares lhes prestam socorro e preparação inicial. Por isso, os consulentes sentem muita paz quando entram numa casa e aguardam o momento da consulta.

No ato da consulta, o Guia ou Protetor está trabalhando junto ao médium e dirige os trabalhos, tendo vários auxiliares invisíveis que ainda não “incorporam”.

Havendo necessidade, é dada passagem para as entidades obsessoras ou sofredoras que estão acompanhando os consulentes, como descrito em resposta anterior. Manipulam com grande destreza o ectoplasma? do médium, que é “macerado” com princípios ativos eterizados de ervas e plantas, fitoterápicos astralizados usados para a cura. Os espíritos da natureza trabalham ativamente buscando esses medicamentos naturais nos sítios vibratórios que lhes são afins, bem como recolhem, para a manipulação perfeita do Caboclo ou Preto Velho, as energias ou elementais do fogo, ar, terra e água, que sempre estão em semelhança vibratória com os consulentes, refazendo as carências energéticas localizadas. É a magia dos quatro elementos utilizada para amenizar os sofrimentos dos homens.

Nos casos em que se requer atendimento à distância, nas casas dos consulentes, ficam programados trabalhos para a mesma noite ou posteriores, dependendo da urgência. Há intensa movimentação e praticamente nunca descansamos. Numa casa grande, bem estruturada, chegamos a atender 500 a 600 consulentes, sendo que a população de espíritos desencarnados socorridos numa gira com essa demanda pode chegar a 4 mil. Os chefes de falanges “anotam” todos os serviços que serão realizados durante e após a gira, pois as remoções e socorros continuam ininterruptamente, sendo o dia de caridade pública aos encarnados o cume da grande montanha que se chama caridade.

Pergunta: Poderíeis nos dar maiores esclarecimentos sobre esses atendimentos à distância nas casas dos consulentes? Quais são os tipos de serviços “anotados” pelos chefes de falanges, e o que ocorre nessas remoções socorristas?

Vovó Maria Conga: Esses atendimentos são em geral de remoção de comunidades de espíritos sofredores que ficam habitando junto à casa do filho doente e que procurou auxílio espiritual. Os chefes de falanges organizam os socorros que serão realizados em espécie de ronda que irão dirigir. Como são espíritos experientes nessas lides já sabem antecipadamente os imprevistos com que se depararão: vampiros, torturadores de aluguel, irmãos com aparências animalescas, resíduos e fluídos pútridos, drogados e viciados em sexo, enfim, verdadeiras comunidades sofredoras e maldosas habitando a mesma área etérea. Os Caciques vão à frente liderando os comandados. É montada rede magnética de detenção à volta do local a ser higienizado. As falanges de apoio ficam em guarda em torno do local, e esse bolsão de miséria é removido para localidades hospitalares do Astral que comportam a densidade espiritual de cada envolvido, onde os socorristas aguardam para o atendimento de urgência de todos esses filhos.

Glossário1.

Ectoplasma = Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como evanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria. Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Nas materializações, não é utilizado diretamente o ectoplasma puro exalado pelo médium. É necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos), ou seja, utilizar nas materializações o ectoplasma elaborado.

(Fonte: Revista Cristã de Espiritismo – Edição Especial – Aparições de espíritos – ano 02 – número 06).

As defumações e as ervas de efeitos psíquicos

Texto extraído do livro “Magia de redenção” de Ramatís, obra psicografada pelo médium Hercílio Mães (Editora do Conhecimento).
Pergunta: A defumação feita pela queima de ervas odorantes afasta os maus fluídos, ou trata-se apenas de crendice?
Ramatís: Antigamente era crendice colocar prego enferrujado no vinho para reconstituir o sangue, mas, hoje, a farmacologia moderna prepara qualquer medicação contra a anemia, acrescentando-lhe “citrato de ferro”, ou seja, algo de prego enferrujado! No futuro, a Botânica também demonstrará, cientificamente, que durante a queima de ervas odorantes desprendem-se energias ocultas, potencializadas no éter vegetal e que podem afastar os maus fluídos do ambiente onde atuam.
Sem dúvida, seria absurdo alguém mobilizar fumaça de ervas, para limpar paredes, abrir janelas ou descascar batatas. Mas não é insensato a fumaça afastar, dispersar fluidos nocivos, obedientes à mesma lei de correspondência vibratória, que permite ao homem-matéria acomodar-se numa cadeira material, e o espírito desencarnado sentar no seu corpo astral numa cadeira confeccionada de substância astralina.
Pergunta: Como poderíamos ter uma idéia melhor do efeito energético da defumação atuando simultaneamente no plano astral e etérico?
Ramatís: Desde o instante em que as ervas principiam a germinar no seio da terra até o momento em que são colhidas, elas extraem do solo toda a sorte de minerais, vitaminas, proteínas, sais químicos e umidade, além de imantadas pelos raios solares, eflúvios elétricos e magnéticos provindos da própria Lua, além de impregnados do ectoplasma terráqueo, supercarregados de éter-físico, prana e da energia vigorosa que é o fogo “Kundalíneo” (energia do centro da Terra).
Algumas plantas são fontes prodigiosas de utilidades benfeitoras à humanidade, já na sua contextura física, como é a carnaubeira, vegetal da família das palmáceas. O homem pode extrair dela: açúcar, sal, álcool, ração para o gado, madeira para habitação, combustível para iluminar, resina para cola, medicamentos para sífilis, úlceras, erupções e reumatismo. São mais de 40 utilidades já catalogadas nessa planta maravilhosa, cujo poder e serventia, considerados apenas no campo físico, ainda prolongam-se pelo mundo etéreo-astralino, num campo de forças incomuns!
Enfim, todo o potencial que se elabora no seio da planta, durante os meses de sua vivência no solo seivoso da terra, depois é liberto em alguns minutos da defumação, projetando em torno um potencial de forças, que, além de sua manifestação propriamente física, ainda desagregam miasmas e bacilos astralinos disseminados no ambiente humano. A queima de ervas defumadoras também obedece a uma determinada disciplina mental ou concentração, atraindo a cooperação de espíritos de Pretos Velhos, Caboclos e Bugres, simpáticos a tal processo tradicional de defesa psíquica, os quais ajudam a amenizar na limpeza das pessoas enfeitiçadas.
Considerando que a matéria é energia condensada em “descida” vibratória do mundo oculto, a defumação representa uma operação inversa ou liberação de energias, as quais passam a repercutir novamente nos planos etéricos e astralinos de onde se originaram. O perfume, ou a exalação natural das plantas, também age na emotividade e na mente do ser, pois o seu odor associa idéias e reminiscências místicas, conforme acontecia nos templos iniciáticos do Egito, da Grécia, Índia e Caldéia. A defumação de incenso, sândalo e mirra, tão tradicional e estimulante para o espírito, que produzia uma condição receptiva e inspirativa simultaneamente nos planos físico, astral e etéreo, ainda hoje é uma espécie de bálsamo espiritual, quando feita nos templos católicos.
Pergunta: Mas a defumação pode afastar espíritos mal-intencionados?
Ramatís: Há certos tipos de ervas cuja reação etérica é tão agressiva e incômoda, que torna o ambiente indesejável para certos espíritos, assim como os encarnados afastam-se dos lugares saturados de enxofre ou gás metano dos charcos. Aliás, as máscaras contra gases provam suficientemente quanto à existência de certas fumacinhas que também podem aniquilar os seres humanos!
Há perfumes que inebriam determinadas pessoas, mas causam cefaléias, tonturas e até náuseas noutras criaturas. O odor ácido e picante do alho e da cebola, que aguça o apetite nas saladas das churrascarias, depois é detestado pela produção do mau hálito. Durante a queima de ervas produzem-se reações agradáveis ou desagradáveis no mundo oculto, porque, além de sua propriedade física, elas também libertam outras energias provenientes do armazenamento do éter e do magnetismo físico no duplo etérico do vegetal. O cheiro ou a exalação das ervas e flores que afetam o olfato dos encarnados também é um campo vibratório a influir fortemente nos desencarnados, e essas emanações fluídicas penetram diretamente no perispírito.
Cada espécie vegetal no mundo possui a sua característica fundamental e atende a uma necessidade na Criação. A mesma seiva venenosa da cicuta, que mata, hoje serve benfeitoramente na medicina homeopática, curando convulsões, estrabismo, efeitos de comoção no cérebro ou da espinha. Deus não criou as espécies vegetais apenas como enfeites do mundo; pois elas atendem simultaneamente às necessidades da vida manifesta no plano físico, etéreo e astralino.
Há plantas que atingem violentamente o perispírito dos próprios encarnados, como o “pau-de-bugre” ou aroeira, causando distúrbios alérgicos pela via comum do olfato; outras como a maconha, o ópio, o cáctus “peyot”, de onde se extrai a mescalina, produzem inúmeras seqüências psíquicas, desde a alucinação pela queda vibratória no baixo astral, até a visão deliciosa e deslumbrante do duplo etérico das cousas e seres do mundo terreno! Há vegetais cujas auras são pestilentas, agressivas, picantes ou corrosivas, que põem em pânico alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomum, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam fronteiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou “pesados” que tencionavam turbar-lhes os trabalhos de magia!
Pergunta: Então é aconselhável enxotarmos os maus espíritos com a defumação de ervas vigorosas?
Ramatís: A defumação feita com o propósito deliberado de “enxotar” espíritos malfeitores pode enraivecê-los de maneira imprudente. Eles são vingativos e sensíveis no seu amor-próprio, podendo afastar-se temporariamente devido às condições do ambiente que freqüentam, mas depois desforram-se de maneira mais perversa, semeando as piores conseqüências nos lares cuja defesa ainda é a defumação em vez da cristificação! Sem dúvida, o orgulho e amor-próprio de tais entidades são tão comuns e sensíveis como é próprio dos vivos!
É imprudência os encarnados hostilizarem os espíritos malfazejos ou adversários cármicos, os quais estão protegidos pelo mundo oculto e ainda podem avaliar as vulnerabilidades dos seus desafetos encarnados! Embora a defumação modifique o teor energético do ambiente onde é aplicada, a verdadeira defesa ainda é a que proporciona uma conduta evangélica estribada incondicionalmente nos ensinos de Jesus! Quem defuma a sua casa rogando a Deus para afastar dali os espíritos maus, trevosos, diabólicos ou atrasados, apenas desafia o inimigo oculto para uma desforra mais violenta. Jamais esses nômades das sombras tolerarão o insulto dos encarnados, mas apenas aguardarão a oportunidade favorável para então vingarem-se impiedosamente.
Pergunta: A finalidade da defumação é apenas de libertar energias etéricas e astralinas bombardeando os maus fluídos ou ainda possui outra função mais física?
Ramatís: A defumação é um recurso benéfico solicitado ao vegetal, que além de elevar a vibração psíquica do ser, ainda purifica o ambiente fluídico, assim como se fazia outrora nos templos egípcios, babilônicos, hindus e persas. Hoje, a defumação é fundamento nos templos rosacrucianos, lojas teosóficas, “tatwas” esotéricos, igrejas católicas, terreiros de Umbanda e reuniões de iogues. Trata-se de um recurso intuído pelos próprios mentores do Universo, para que o homem encarnado preencha com o odor agradável do vegetal o abismo vibratório existente entre os dois mundos da matéria e do espírito.
A defumação sensibiliza a “psique”, torna o ambiente agradável e estabelece um contato eufórico com o mundo oculto. Só as pessoas rudes ou confusas podem considerar a defumação benfeitora uma superstição ou dogma. Quantos espíritas, que condenam a defumação como um recurso infantil e supersticioso, no mesmo instante de sua crítica injusta queimam cigarros e cigarros, alimentando um vício censurável? Paradoxalmente, a criatura condena a queima de ervas odorantes que beneficia o ambiente tornando-o mais suave e fragrante, e suga a fumaça tóxica da nicotina do cigarro, que lhe hostiliza a delicadeza respiratória dos pulmões!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Estados Alterados
· Profeta do Psicodélico

Nós, seres humanos, passamos a maior parte de nossa vida,acordados num estado comum de consciência, porque a maior parte da nossa humanidade entende que é o estado "normal", mas avanços da ciência mostram que o nosso cérebro produz suas próprias substâncias, veiculos para alterar a mente.
Entendo que a busca por estados diferenciados de consciência faz parte da natureza humana. Podemos observar isso em crianças, nas brincadeiras de rodopiar até ficarem tontas, ao experimentarem prender a respiração, etc.
Acredito que o ser humano é um buscador de experiências, alguns buscam enfrentando perigos da natureza,no êxtase religioso, nos esportes radicais, no sexo, nas danças, na música, nos esportes. O mesmo acontece nas experiências psicodélicas, com as drogas permitidas como o álcool, com práticas de meditação. Ela é parte legítima da condição humana
Os estados alterados de consciência no xamanismo, que aqui prefiro chamar de Estados Sagrados de Consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, etc. Estas incluem experiências fora- do- corpo, mudança de forma, transformação em animais, viagens através do tempo (passado ou futuro
Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar vários estados diferentes de consciência. São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.
Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece, alcançamos níveis profundos do nosso ser.
Eliade fala do êxtase, Castañeda do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supra-consciência, e outros nomes, para a mesma manifestação.
Os xamãs compreendem a conexão o corpo, alma e mente, de forma sagrada, espiritual. O trabalho do xamã tem efeito terapêutico ao induzir estados alterados de consciência e criar imagens que comunicam-se com tecidos e orgãos, e até células para promoverem mudanças.
Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder, respirações, posturas corporais, e outras. Através desses estados sagrados nós alcançamos uma experiencia divina, acessamos uma fonte de Sabedoria Superior, curamos nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência.
Michael Harner no seu livro O Caminho do Xamã, , chama o estado alterado de consciência (EAC), como Estado Xamânico de Consciência (EXC). Ele compara o EXC e o Estado Comum de Consciência (ECC), ao que Castañeda chamava de " Realidade Incomum e Realidade Comum ".
Harner exemplifica a diferença entre esses estados, por meio de animais, dragões, grifos e outros animais que consideraríamos míticos quando estamos em ECC, mas que são "reais" quando estamos em EXC
Carlos Castañeda narrava um universo uno e ao mesmo tempo duplo : o tonal e o nagual. O tonal representa tudo aquilo que captamos e percebemos diariamente, o mundo ordinário.
O nagual é aquilo que existe, mas raramente conseguimos perceber, é o mundo não ordinário ou extraordinário, o reino do desconhecido.O nagual não pode ser percebido racionalmente. É a sensação que vai além da razão, tornando irrelevante qualquer tipo de questionamento. Se é verdade ou não !

O "sonhar", que se referia Castañeda ,é a síntese da arte que aprendeu com Dom Juan Matus. É transpor os limites da percepção do dia-a-dia, penetrar pelas camadas do tonal e do nagual, poder voar deixando o corpo parado
Os caminhos do xamanismo são acima de tudo, espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados alterados. No xamanismo considera-se a doença como originária do mundo espiritual. A maior atenção não é dada para os sintomas, ou a doença em si, mas a perda de poder pessoal que permitiu a invasão da doença.
Sentimentos, pensamentos e imagens podem, na realidade, causar liberação de substâncias químicas. Um equilíbrio químico é essencial à manutenção da saúde.As imagens e visões, são usadas como instrumentos para reestruturar o significado de uma situação, de modo que ela deixe de criar sofrimento.
As imagens transmitem mensagens compreendidas pelo sistema imunológico. Elas ligam os pensamentos conscientes aos glóbulos brancos.Saude é estar em harmonia com a visão do mundo. É uma percepção intiutiva do Universo e de Todas as Suas Relações.
No xamanismo aprendemos a nos comunicar com animais, plantas, estrelas e minerais, conhecemos a morte e a vida e não vemos diferença entre elas. Expandimos para além do estado ordinário de consciência para experimentar as vibrações do Universo.
Se eu tivesse que escolher umas palavras para definir o êxtase, eu diria: INDESCRITÍVEL. Posso dizer o que eu senti e que acho ser um êxtase: Um estado de fusão com o Universo, nada falta, não há tempo, espaço, formas. Um estado de plenitude, sentindo a alma voar, ver e sentir belezas, cores, sons. Um encontro com "Algo Superior", uma sensação de amor e de saúde. O encontro com o Eterno, lindas visões..... Um Estado Superior de Consciência que lhe proporciona mudança de valores, aperfeiçoamento pessoal nas virtudes, amor à vida e a natureza e ao próximo.

autor:léo artese
fonte:http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1191191114

domingo, 27 de julho de 2008

Ritos e Cerimônias
É fundamental nas práticas xamânicas, a criação de uma atmosfera sagrada que proporcione um estado de consciência para garantir a entrada numa determinada Rede de Poder, a Criação do Espaço Sagrado.
O estabelecimento de um momento mágico .

Para atingir seus objetivos, o xamã viaja por mundos invisíveis à realidade ordinária, recupera traços perdidos da alma de seus pacientes , conhece o funcionamento da energia universal, usa o poder das pedras e das plantas e dos animais, evoca espíritos ancestrais, utiliza instrumentos de poder, círculos, totens, danças, meditações, sacrifícios, etc.
Segundo Stephen Larsen, os mitos surgem dos rituais, ou estão nele encerrados. Os rituais são a materialização dos mitos. Se não temos consciência dos nossos mitos, estes podem transformar em rituais não deliberados.
Os rituais muito repetitivos tornam-se crenças míticas, ou as provocam, razão pela qual são usados para a perpetuação de sistemas religiosos.
Campbell escreveu : "Os mitos são o apoio mental dos ritos; estes, a representação física dos mitos. Ou seja, o ritual é uma forma de vivenciar o mito.
Nas sociedades tradicionais, a relação do mito com a vida é evidenciada por grupos. Do ventre ao túmulo, as fases interiores de maturação são marcadas por ritos correspondentes - entre os quais a puberdade, o casamento e o nascimento.
Nossos ancestrais conheciam as fases de desenvolvimento e os rituais necessários para criar uma estrutura mítica de transformações para a psique em crescimento.
Ritos, rituais, celebrações e cerimônias fazem parte da história humana desde os primórdios, e existem até hoje.Cerimônias e e rituais estão expressos na arte, nos artefatos, e nas inscrições em rochas

Através dos rituais, lidamos com o subconsciente ou inconsciente, e entramos em contato com realidades invisíveis, que não são acessadas através da mente ordinária.
Os rituais podem ser classificados bem amplamente : os rituais sazonais (assinalam acontecimentos especiais na Terra (solstícios e equinócios), de encenação (onde se adere um simbolismo específico de um m determinado grupo), de passagem, sociais, de libertação, de aperfeiçoamento (aperfeiçoamento do caráter), de cura, celebrações, louvores, etc.
Quando os seres humanos realizam cerimoniais e rituais, em um grupo ou individualmente, há uma conexão feita com um campo antigo do consciência. Cria-se um espaço sagrado para a passagem de energia. Através da consistência em acessar esses campos cada pessoa ou grupo transformam-se numa ponte entre o céu e a terra; o coração individual abre-se de modo a criar um ambiente para que todos os corações humanos abram e expandam. Invocar e caminhar no sagrado é uma linguagem que transcende explicações e são compreendidas pelo coração.
Quando participamos de cerimônias, entramos num espaço sagrado . Tudo fora desse espaço desvanece-se na importância. Sentimos o tempo numa dimensão diferente. As emoções fluem mais livremente. Os corpos dos participantes abastecem-se de energia de vida, bênçãos chegam até eles, e os alcances desta energia para fora e preces a criação em torno deles. Tudo é envolto numa atmosfera sagrada.
Percebemos que não há separação, e que o Eterno reside dentro de cada um de nós.

A maneira que vivemos nossas vidas, nossas rotinas diárias, podem se consideradas cerimônias : nos aniversários, casamentos, batismos, inaugurações, etc e rituais : nas ações repetitivas e eventos diários tais como : escovar os dentes, almoçar, pentear os cabelos, rezar, etc.
Povos de muitas culturas têm múltiplas maneiras para expressar o ritual e cerimônias através de costumes, trajes, danças, alimentos ou bebidas, instrumentos musicais, festivais e assim por diante.
Usando uma definição clássica de cerimônia : um ato ou uma série formal de atos prescritos por rituais, protocolos, convenções. Atividades formais conduzidas em alguma ocasião solene ou importante. Gestos coletivos formais.
Ritual : ordem das palavras e atos prescritos para uma cerimônia. Um ato ou uma série formal repetida de atos. Uma ação cerimonial. Um procedimento estabelecido para um rito religioso ou outro. Um sistema de ritos religiosos.
Desta forma, o ritual e a cerimônia são usados para servir, adorar, honrar ou imprimir a Deus, Deusas, Ser Supremo, Gurus, Santos, guias ou mestres para elogios, louvores, agradecimentos e suplicas.
Um ritual é composto por uma seqüência de palavras e atos que interligam os participantes com uma determinada rede de poder (egrégora). Nos rituais religiosos renova-se a aliança entre os homens e a Divindade. No seu propósito de auxiliar a concentração, a visualização e força do pensamento, onde é fundamental o estado mental e o conhecimento dos condutores.
léo artese
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193130975

quinta-feira, 26 de junho de 2008

I Encontro de Bruxas e Magos do Sabedoria Mística

O Grupo Sabedoria Mística, esta promovendo um encontro de Bruxas e Magos no Horto Florestal - Zona Norte - SP!

o Primeiro será no sábado dia 19 de Julho, às 9:30 da manhã.

A intenção deste encontro é criar um bate-papo descontraído, onde poderemos nos
conhecer e trocar sabedorias, não teremos nestes encontros palestrantes, será
um encontro onde todos falaremos, tiraremos nossas duvidas e aprenderemos uns
com os outros, cada um na sua linguagem e crendice, mas com respeito, ética e
ordem.

Não teremos magias práticas, é um encontro!

Vamos nos unir, discutir interesses comuns, tirar nossas duvidas e fazer novos
"velhos" amigos de magias.

Pedimos apenas que as mulheres tragam uma flor, da cor e tipo que quizerem, e
os homens uma fruta, para podermos entregar a Mãe terra pelo espaço natural
concedido!

Não esqueçam de levar uma toalha ou algo para sentar, pois estaremos em um
local aberto e sentaremos no chão.

O encontro é Gratuíto e não será cobrado nenhuma taxa!

Todos serão bem vindos:

Druidas, Celtas, Xamãs, Magos Umbandistas, Bruxas, Magos, Terapeutas Holísticos, curiosos e etc...

A Intenção do Sabedoria Mística é criar um encontro mensal, neste mesmo local, todo o primeiro Sábado de Lua Cheia de cada Mês.

Se você não é de São Paulo, mas gostou da ideia, crie em sua cidade algo parecido, entre em contato conosco que teremos um enorme prazer em ajudá-los a divulgar o seu encontro.

I ENCONTRO DE BRUXAS E MAGOS DO SABEDORIA MÍSTICA
DIA 19/07/2008 AS 9:30
LOCAL: HORTO FLORESTAL - END.R.DO HORTO, 931 - Tremembé - SP
Gratuíto

Como chegar:

De Onibus:

1756 - PEDRA BRANCA no terminal de Ônibus em Santana, descer no Ponto final
ou
177H-10 - HORTO FLORESTAL / BUTANTÃ-USP - Descer no Ponto final (Este é mais
demorado, dá muita volta).

Duvidas entrar em contato pelo Telefone: 3451-6353 com Mago Däm Pívato
ou pelo e-mail: aprendizdefeiticeiro@gmail.com

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pai Nosso em Aramaico

--- TRADUÇÃO DIRETA DO ARAMAICO PARA O PORTUGUÊS SEM INTERFERÊNCIA DA IGREJA ---

"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!

Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo. Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do Mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o seu Amor ser o solo onde crescem nossas ações.

Que assim Seja"

Texto recebido por e-mail, tradutor desconhecido.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ética na Magia

O que é Ética?

"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”.(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed. Brasiliense, 1993, p.7)

Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.

Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.

O que é Magia?

Magia (não confundir com mágica ou truque), antigamente chamada de "Grande ciência", é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos superiores do Universo e da divindade.

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, “magus” ou “magi”, significando tanto imagem quanto "um homem sábio". Também pode significar algo que exerce fascínio.

Ética na Magia

Podemos então chegar a simples conclusão de que, se juntarmos as duas explicações anteriores chegamos á:

“A conduta do Mago se baseia no estudo e pratica dos segredos da natureza para o desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do homem e da natureza!”

Sendo assim fica claro o não uso da magia para qualquer outra que não a evolução do homem.

Isto significa que a magia não deve ser utilizada para conseguir bens materiais, e nem aquele “amor” perdido. A magia deve ser utilizada para a evolução pessoal, no que consiste o autoconhecimento e a utilização consciente e respeitosa dos elementos da natureza.

Podemos deixar bem claro que qualquer pessoa pode se tornar um mago, pois a magia não é de propriedade de nenhuma dita religião e de nenhum ser iluminado, a magia é tudo.

Como saber se estou sendo ético?

É muito simples, em várias religiões trabalhamos com uma regra básica, mas primordial para a ética, que é:

“NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!”

Esta regra faz com que você seja ético em todos os momentos da sua vida, não só na Magia, mas em todos os momentos.

Pensem,

Você gostaria de ficar “amarrado” a uma pessoa que você não ama? Claro que não! Portanto não faça nem ensine magias de amarração!

Quando você tem 15 ou 16 anos, você tinha consciência total dos seus atos ou total controle de suas emoções? Pois bem, devemos ter muito cuidado para quem ensinamos magia prática, principalmente aquelas que podem interferir com o livre arbítrio do outro, num momento de raiva devemos ter experiência para transmutarmos esta energia em algo produtivo, e não simplesmente jogarmos uma “praga” ou “Maldição”. Devemos ter total consciência de nossas emoções, e para que isto aconteça devemos trilhar um longo caminho de estudos e vivencias para aprendermos a lidar com as nossas falhas.

Estes foram apenas alguns exemplos de falhas na ética da Magia, pois vemos aos montes, pessoas ensinando crianças a lançar feitiços, fazer amarrações, e sendo iludidas por revistinhas e páginas da Internet que dizem que a magia é para conseguir o que você quer, mas que não dizem e nem explicam a lei do retorno e as conseqüências da Magia mal utilizada ou ate mesmo da magia dita do “eu quero”.

Voltando, a Magia é para ser utilizada para o autoconhecimento e somente isto! Se cada um fizesse a sua parte, se cada um conseguisse alcançar e entender a simples frase “NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!” tenho certeza que a mundo se tornaria um lugar muito melhor, pois você nunca bateria no rosto de alguém, pois você não gostaria que batessem no teu.

Segue abaixo uma pequena lista de coisas que eu acho que ético:

  • Nunca utilize a Magia para conseguir qualquer tipo de beneficio material, seja ele um emprego, dinheiro ou uma mulher (homem) bonita (o), mesmo que você tenha uma boa intenção para fazer com o mesmo.

  • Não ensine magia prática para qualquer pessoa, principalmente para aquelas que você não tem certeza da boa utilização da mesma, saiba que você é responsável pelo bom ou mau uso da mesma.

  • Não ensine magias manipulativas para crianças e jovens que não tem controle emocional para transmutar os seus sentimentos.

  • Lembre-se : Matéria se consegue com matéria; Energia se consegue com energia; Espírito se consegue com espírito; Paz, sucesso e felicidade se consegue quando as três questões anteriores estiverem em equilíbrio.

  • Exemplo: Você quer ganhar dinheiro? Trabalhe.Não é errado cobrar pelos teus serviços, mas errado é negar ajuda para aqueles que precisam do seu conhecimento sem ter condições de arcar com os valores cobrados.

  • Cuidado com o ego, você não se torna melhor do que ninguém ao praticar magia, você apenas se torna mais consciente de seus atos e de suas falhas.

  • Cuidado com o uso de ervas alucinógenas, elas devem servir como instrumentos e não como amuletas para se alcançar níveis alterados de consciência, você consegue o mesmo resultado com um jejum bem praticado.

  • Respeite toda e qualquer Religião, Cultura ou Filosofia Mística e seus seguidores; Eles têm seus motivos e suas direções, Não devemos forçar ninguém a seguir uma Religião, Cultura ou Filosofia Mística, mas sim, mostre a sua e o seu ponto de vista, se a pessoa se interessar, mostre-lhe o Caminho ou peça para que alguém o faça!

  • Sempre Verifique o que, o porque e qual pode ser a conseqüência, de uma magia prática, tome muito cuidado, não a faça a toa e de modo algum a ensine sem que você tenha a certeza absoluta da sua funcionalidade e de sua boa utilização.

  • Jamais retire a vida de outro ser, os sacrifícios hoje podem ser transmutados para outro tipo de objetos, que servem para o mesmo fim.

  • Não brinque com Magia, mas faça Magia com alegria e descontração; Lembre-se que é por causa de pessoas que não levam a Magia à sério que hoje ela é tão desacreditada e mal interpretada.

Estas são apenas algumas regras que cito, mas o mais importante é que você siga a sua regra de ética e moral, lembre-se que você é um ser mágico e que em você existe todos os instrumentos e elementos da magia, você é capaz de saber o que é certo e errado basta você pensar nas conseqüências de seus atos e lembrar também que há uma lei a ser seguida, que é:

Tudo o que você faz, uma hora volta, em triplo para você.

Espero que volte somente coisas boas.

Um fraterno abraço.

Mago Däm Píváto
Tarólogo e Canalizador

Contato: (11) 3451-6353

sábado, 24 de maio de 2008

INSTRUMENTOS DE PODER

No xamanismo, existe uma riqueza de símbolos. A palavra vem do grego sumballein = atar junto. Nosso mundo reflete a totalidade do Universo. Quando um xamã construiu o circulo da Roda Medicinal, montou uma representação simbólica do universo, da Mente Universal, onde o todo é conectado em sincronização harmônica com todos os seres. Cada parte do Universo Físico e cada coisa vista na Terra era visto como tendo origens no não material, mas no espiritual e mental.

Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. Descrevo a seguir um dos mais conhecidos, acrescentando que são infindáveis os instrumentos de poder utilizados nas práticas xamânicas.
São empregados em rituais, os paus-de-chuva, que simbolizam os movimentos das águas, bastões de oração diferentes formas e adornos que precederam as varinhas mágicas.
Arcos e flechas, amuletos e talismãs, diferentes instrumentos musicais, raizes e sementes, cruzes mandalas, e etc., são usados de acordo com cada crença.
Eu acredito que somos nós mesmos que consagramos e conferimos poder a qualquer objeto, portanto qualquer praticante pode ter o seus próprios instrumentos , desde que confira poder através de sua vibração energética, sua intenção e sua fé, consagrando-o em ritual e transformando-o em um pólo de emissão de energia.
Para os xamãs “MEDICINA” significa poder ou energia vital que está contida em todas as formas da natureza. Muitos chamam instrumentos de poder e amuletos de “medicina”. Os instrumentos de poder, os símbolos, representam uma espiral de geração de poder, debaixo do controle da mente. O símbolo é o mapa da mente, através de seu uso podemos encontrar nosso próprio caminho de auto-conhecimento para melhorarmos as nossa vida. Com eles podemos acessar forças cósmicas e naturais que estão imersas e têm seus seres, suas entidades..

Autor:Léo Artese
Link:http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191052936

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O APRENDIZADO NO XAMANISMO




O aprendizado do xamanismo e o reconhecimento de sua coerência interna representaram para mim um importante ensinamento pessoal. O conhecimento xamânico é um manual de psicologia visionária; encontrei seus velhos símbolos, desde então, em praticamente todas as tradições religiosas : as crises, a viagem da alma, a transformação pela morte, a vítima involuntária e a festa do sacrifício, o salvador-curador. O vocabulário de imagens e idéias nessa tradição nos ensina uma espécie de língua viva, cuja essência vital nos leva cada vez mais fundo na experiência da vida. Também oferece uma iniciação numa tradição de sabedoria, porque os símbolos nos educam, fazendo surgir sentimentos e valores, e reconstextuando-os de maneira espiritual.
Nos primeiros livros de Castañeda, Dom Juan ensinou a Carlos a arte de ver através de "plantas visionárias" : o cacto peiote, o cogumelo, a datura. O estado alterado substitui a visão secular pela visão espiritual, e a partir desta flui o poder. O psiquiatra Claudio Naranjo estudou esse mesmo processo na América do Sul e verificou que as pessoas modernas que usavam yagé ou ayahuasca realmente viam alguns dos seres míticos tradicionais do xamanismo do índio brasileiro : jaguares espirituais, anacondas e criaturas ainda mais míticas, como a serpente de plumas.
Alguns dos pacientes de Naranjo achavam que tinham adquirido a visão de Raio-X da experiência xamânica. Essa faculdade é igual da América do Sul à América do Norte, da Sibéria à Austrália, e por vezes é alcançada por drogas, outras vezes sem elas. O xamã começa a ver as causas metafísicas da doença, ou outro problema - seja uma flecha de feiticeiro, um espírito da floresta que foi ofendido, um parente morto não devidamente pranteado, ou qualquer coisa.
Mircea Elíade escreve que o angaqoq, a visão mágica do esquimó é :
uma luz misteriosa que o xamã sente de repente em seu corpo, no interior de sua cabeça dentro do cérebro, um holofote inexplicável, um fogo luminoso, que lhe permite ver no escuro, tanto literal como metaforicamente, pois pode agora, mesmo com os olhos fechados, ver através do escuro e perceber coisas e acontecimentos futuros que estão ocultos aos outros.
Assim, ele vê o futuro e os segredos dos outros.
O visionário-xamã funciona como uma espécie de telescópio psíquico, portanto autorizado pela comunidade a estender sua visão e seu conhecimento.
Os grandes visionários da história são aqueles cuja visão ultrapassou o âmbito reduzido e pessoal; um exemplo notável é o Alce Negro dos Sioux, cuja grande visão pertencia ao destino psíquico de todo o seu povo. A analista junguiana Von Franz observou que um místico como Nicholas Von Flue - profundamente dedicado à pratica da contemplação - era, mais do que qualquer outra pessoa, capaz de ver o melhor caminho para toda a nação suíça em época d dificuldades.
Em última análise, nossa visão mitológica penetrante nos devia transformar não em cínicos, mas em crentes de um novo tipo - na realidade e ubiqüidade da experiência espiritual e na interminável criatividade dos seres humanos diante dela.

Essas crenças podem ser verificadas a qualquer momento que desejarmos : os mistérios deste universo se ampliam continuamente com nossa capacidade de simbolizá-los (e nossas idéias e imagens são dispositivos para ver), toda uma psique percebe um universo integrado - quando examinamos qualquer mitologia, encontramos uma tradição de sabedoria entre suas imagens, e os padrões fundamentais dessa tradição não pertencem exclusivamente a nenhuma religião específica, mas são universais.
Minha crença pessoal é que o estudo da mitologia comparada cria uma abertura respeitosa para com a experiência espiritual. Além disso, ao vermos que o herói tem realmente "mil caras", sentimos um humanitarismo profundo.
E mais importante, talvez, seja o sentimento de uma crescente abertura a todas as tradições sagradas e a um ecumenismo (xamanismo universal!!!!) que deseje ver através de qualquer conjunto de crenças e símbolos, além da superfície e até o sentido interior.
texto abaixo, extrai de Stephen Larsen, do livro Imaginação Mítica - ed Campus

Xamanismo

Bom vamos começar,comigo me apresentando,meu nome é Giovanne e estou aprendendo xamanismo e já sei uma boa parte dele,irei colocar algumas informações sobre ele,sobre druidismo e alguma coisa que eu veja em relação a um "mago" da natureza em outras culturas

O que é Xamanismo?
A Busca de uma Definição

Quando a maioria das pessoas, atualmente, ouve a palavra xamanismo, pensam em culturas indígenas americanas, outros reclamam por que não pajelanças se estão no Brasil, mas sempre considerado como “programa de índio”.
O xamanismo não se refere apenas à espiritualidade indígena, e óbvio que foram os indígenas os grandes responsáveis por manterem acessas as chamas da “Medicina da Terra” mas as práticas se originaram no homem primitivo , no paleolítico.
A palavra tem origem siberiana e não americana e é usada hoje, como uma forma única para descrever as práticas no mundo todo. Ou seja, as práticas são universais, é um legado do Mundo Espiritual para a Humanidade. Não pode haver fronteiras.
A palavra xamanismo foi criada por antropólogos (ver em xamã) para definir um conjunto de crenças ancestrais, que para mim, é um caminho de conhecimento. Nós podemos perceber traços do xamanismo em várias religiões.
As raízes do xamanismo são arcaicas, e alguns antropólogos chegam a pensar que elas recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana.As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagonia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão presentes nas Grandes religiões.
Religião da Idade da Pedra
Piers Viebsky em :O xamã, cita que em 1991 foi encontrado o corpo mumificado de um homem preservado sob as neves dos Alpes Austríacos. Foi apanhado por um temporal ao cruzar um desfiladeiro da montanha há cerca de cinco mil anos. Poderia ser de um pastor (de ovelhas) mas as tatuagens na pele, um disco de pedra numa correia e alguns musgos secos medicinais encontrados em sua posse permite a suposição de que era um xamã numa viagem ritual.
Muito antes de ter sido descoberto esse "homem do gelo", no princípio do sec. XX, foram encontradas pinturas rupestres pré-históricas no Sul da França, de figuras semi-humanas, semi-animais, entre animais comuns, que foram consideradas como representando xamãs, e que conduziram a suposição de que o xamanismo foi a religião humana original e primordial.

Numa das gravuras, um homem com o falo ereto esta deitado ao lado de um bisonte, com uma cabeça de pássaro ao seu lado; o próprio homem parece ter a cabeça de pássaroe presume-se que a gravura represente um xamã em transe. Essa interpretação foi popularizada na década de 60 po Lommel, num livro profusamente ilustrado, Shamanism:The Beginnings Of The Art.

A figura da gruta de Les Trois Frères, nos Pirineus franceses que foi chamada de Feiticeiro Dançador, é considerada por alguns estudiosos como representando um xamã. Uma criatura masculina vista de perfil, olha de frente para quem a contempla, com os seus olhos muito redondos. Todas as partes da sua anatomia parecem pertencer a um determinado animal: orelhas de lobo, chifres de veado, rabo de cavalo e patas de urso. E, no entanto, o efeito geral é notoriamente humano. Outra interpretação possível é a de que represente um espírito Senhor dos Animais, personificando simultaneamente a essência de todas as espécies.
O primeiro tratado vem da Sibéria (altaicos, iacutes, buriatas, tungues, vogul, samoiedos, etc.). Uma fonte acredita que os homens/xamãs teriam emigrado durante as grandes glaciações, seguindo rebanhos de renas. Eles passaram pelo estreito de Bering, ou por uma ponte terrestre que ligava os dois continentes e se espalharam pelo mundo.
Encontram-se fenômenos xamânicos similares entre os esquimós, índios das Américas; do Norte, Central e Sul; na Oceania, na Austrália, no sudeste asiático; e enfim, na Índia, no Tibet e na China. Trata-se, aqui, de um conjunto de práticas evidentemente adaptadas a cada cultura, a cada crença, mas que em toda parte apresenta o mesmo conteúdo mágico, religioso e simbólico. Faz pensar que todos vieram de uma mesma fonte de conhecimento.
Se eu tivesse que sintetizar o que é xamanismo, diria que é a "Jornada da Consciência", é um legado da humanidade, além das fronteiras dos países, credos, raças, filosofias. Xamanismo Universal não significa uma classificação nova no xamanismo, o xamanismo é universal. A premissa básica é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado. O praticante compreende o “Espírito Essencial” que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. O praticante sabe quem ele é, e como se relaciona com o Universo. No sentido do "religare" pode ser considerada uma religião. Mas o xamanismo não é como um conjunto de ritos específicos que seguem seus mestres máximos como cristianismo (Cristo), budismo (Buda), islamismo (Maomé), Taoísmo (Lao-Tsé), etc; cujas práticas são determinadas e iguais, possuem seus Livros Sagrados de conduta em todos os lugares do mundo.
Mas, na essência são práticas religiosas. Ou seja o xamanismo se insere de acordo com a crença espiritual/religiosa local. O xamanismo é um fenômeno religioso. Pode-se dizer que as religiões representam um xamanismo adaptado e que, por sua vez, afetaram as tradições xamânicas continuadas ou marginalizadas, nas culturas que dominaram. As práticas, os mitos, as entidades dependem da tribo, linha, geografia, crenças...
O xamã é sempre uma figura dominante, e não um santo um avatar ou um profeta.O xamã é um intermediário entre o mundo espiritual da natureza e a comunidade.
A Medicina da Terra é derivada de conhecimentos medicinais, passados pelos ancestrais, que são honrados por aqueles que recebem a iniciação. O guichê mais ultrapassado é aquele em que o iniciado tenta "matar” simbolicamente seu iniciador, ao invés de honrá-lo. Isso é enfraquecer a raiz pela qual ele foi formado, uma auto-sabotagem espiritual. O entendimento disso faz com que o discipulado crie conscientemente um movimento de afinidade que traz harmonia no resultado.

O "conhecimento" é para todos, mas "sabedoria" é para alguns. Por isso, acho importante a divulgação do conhecimento e aplicação prática dele, pois existe ainda uma minoria que se transforma. É como um garimpo! Entre esses buscadores do conhecimento sempre sai uma pepita de ouro, que vai fazer o mundo mais brilhante. Por essas pepitas vale a pena. E, o coração do verdadeiro iniciado tem que se confortar com isso, pois sempre é a minoria. Por outro lado existe um outro fenômeno. Algumas pessoas lançam-se à determinadas práticas, sem o devido conhecimento e sem as "bênçãos espirituais" Ou seja, ação sem conhecimento. O que pode ser mais problemático ainda.
Muitos iniciam a caminhada, mas poucos atingem as maiores alturas. E, não está limitada aos iluminados, é disponível para todos nós, dependendo da sinceridade, humildade com que a buscamos. Sabedoria xamânica é a sabedoria da Mãe Terra e, a cada filho dela, é dado um presente, algum talento especial.
O xamã compreende o Círculo Sagrado da vida e recomenda, ajuda na cura e ensina o que é necessário para o bem comum da comunidade.Isto significa freqüentemente colocar a comunidade em primeiro plano. O caminho xamânico conduz a um relacionamento de amor com a Mãe Terra. Não é possível praticar o verdadeiro xamanismo, sem incluir os cuidados com a preservação da vida de todos os reinos (animal, mineral, vegetal, espiritual) em nosso planeta.
O xamanismo aparece como um reflexo de um “Grande Espírito”, que pode ter vários nomes. É honrado o Criador e todas as suas criaturas, sejam pedras, animais, aves, plantas, peixes, insetos, águas, ventos, etc., que compartilhamos a existência nesta vida. Essa consciência, esse alinhamento com as forças da natureza, transforma-se em poder de cura e expande habilidades psíquicas, através da reconexão com a vida, com o Sagrado, com o mistério da Criação.
O foco das práticas do xamanismo centra-se nos ritmos cíclicos da natureza: nascimento, morte e renascimento, a complementaridade masculino e feminino, o contato pessoal individual com ambiente imediato da terra, com as forças da terra do sol, da lua e das estrelas. Um verdadeiro xamã,enfrentou suas sombras, que enfrentou e venceu seus medos : da insanidade, da solidão, do orgulho, da vaidade e dos vícios;da doença, ao passar por mortes em vida. Depois disso escolhe torna-se curador curado, auxiliador, profeta, visionário, à serviço das pessoas.
No xamanismo ao redor do mundo podemos ver as similaridades que definem as práticas :
A Busca por estados Alterados de Consciência, Vôo da Alma / Êxtase. O xamã é um especialista e um mestre da viagem estática
A capacidade de viajar em espírito assumindo a forma de um animal ou ave, ou diretamente através daquilo a que chamaríamos de experiência fora-do-corpo. Este vôo mágico é um dos fundamentos do xamanismo
Viagem por mundos paralelos ( Reino dos Espíritos). Mundos invisíveis à realidade ordinária, a fim de guiar espíritos, obter conhecimento espiritual.
Trabalho como canal de cura, o conhecimento do poder das plantas, pedras, dos espíritos animais e seres da natureza.
Devoção à Criação : O Sol, a Lua, as Estrelas, o reconhecimento da presença de Deus em todas as manifestações do Universo
Interação com espíritos da natureza
Utilização de instrumentos de poder para induzir ao transe /estados alterados de consciência (tambores, maracás, etc)
Conhecimento sobre o fogo
Utilização de plantas (purificação, enteógenas, medicinais, magnéticas)
Canções de Poder
Danças
Respiratórios e dietas
Contação de histórias, preleições.

O Xamanismo como a mais antiga prática espiritual da humanidade, o respeito pela ecologia, o reconhecimento do Sagrado, a necessidade de expandir a consciência e obter resposta em mundos paralelos, a prática do amor incondicional são a base das práticas. A prática estabelece contato com outros planos de consciência, a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde.Propicia tranqüilidade, paz, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.
A interação harmônica dos elementos equilibra a Jornada da Nossa Alma, faz girar a Roda da Vida em harmonia.No xamanismo, praticado na atualidade, lemos a Magia dos Elementos:
A Terra é relacionada com o corpo físico, e com as sensações.
A Água é relacionada com a alma e com as emoções e sentimentos.
O ar é relacionado com a mente é aos pensamentos e idéias.
O fogo é relacionado com o espírito e associado à consciência, a claridade, a inspirarão.
O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e a compreensão que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante e provém do desenvolvimento de seus próprios dons. Inspirados na sabedoria dos povos ancestrais temos o desafio de resgatar o conhecimento acumulado das práticas xamânicas, das diversas tradições do planeta, para os dias atuais. Assim pretendemos contribuir para a saúde, autoconhecimento e o bem-estar geral do nosso povo assim como resgatar valores para uma vida mais harmônica e ecologicamente correta.
Os ancestrais xamânicos viviam em harmonia e equilíbrio com todos os seres sejam eles pedras, plantas, animais, pássaros, peixes, e até insetos.Para garantir sua sobrevivência, em ambiente hostil, os homens primitivos, interpretavam os sinais e as mudanças da natureza a seu redor. Viviam de acordo com os ciclos do Sol e da Lua, das mudanças das estações, das manifestações da natureza, vento, chuva, etc.

Os caminhos do xamanismo são espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados de consciência, de realidades não-ordinárias Os estados alterados de consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, oráculos.
Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar 20 estados diferentes de consciência. Eliade fala do êxtase, Castañeda fala do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supraconsciência, etc. também são nomes para a mesma manifestação.
São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos. Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece. Através da consciência ordinária, não conseguimos alcançar níveis profundos do nosso ser. Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder (enteógenos), respirações, posturas corporais, e outros.
Através desses estados especiais nos alcança-se uma experiência divina, acessa-se uma fonte de Sabedoria Superior, podemos curar nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência. São através desses estados, que é possível conectar com mitos, símbolos, nossa verdade interior, expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.
Aprendem-se as influências e forças da Terra, e como as energias naturais, afetam a vida. Tudo na natureza cresce e muda. É um ciclo. Os povos antigos consideravam a viagem circular da Terra ao redor do Sol uma roda, representando o eterno ciclo de nascimento e desabrochar, crescimento e florescimento, maturidade e frutificação, envelhecimento e decadência, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.
Os nativos reconhecem o círculo como o principal símbolo para o entendimento dos mistérios da vida. Observaram que ele estava impresso em toda a natureza. O homem olha o mundo através dos olhos, que é um círculo. A Terra, a Lua, o Sol, os planetas; são todos circulares. O nascer e o por do Sol, acompanham um movimento circular. As estações formam um círculo. Os pássaros constroem ninhos em círculos, animais marcam seus territórios em círculos. As cabanas, ocas, tipis são circulares.
O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras”, acessadas desde o princípio, na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos senti-las atuando em todos os momentos da cerimônia.
Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida nos tornarmos parte de uma comunidade global, propomos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, de novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.
As religiões do mundo moderno não têm tempo para a ecologia espiritual, assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante.
As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos. Muitos vivem, atualmente, com uma sensação de separação, de isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", de que somos parte de "algo maior", de que somos filho da Terra, parte de uma Terra Viva.
Harmonia - Amor - Paz e Luz

Link: http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496
Artigo retirado do site: http://www.xamanismo.com.br
artigo original escrito por: Léo Artése

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Santa Sara Kali


História

A Cigana Escrava que Venceu os Mares com sua Fé e Virou Santa Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Autor: Nelson Pires Filho, Livro: Rituais e Mistérios do Povo Cigano Site: Magia Cigana

Outras versões são contadas, mas essa é a mais popular entre todas.

Considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local , pois nunca passou pelos processo de canonização, Sara esta liga da a história das tradições cristãs da Idade Média e o assim chamado culto às virgens negras. Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger Santa Sara como sua padroeira.

Certo é que ela é a mais venera da Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos. Contam as lendas que os restos mortais de Sara foi encontrados por um rei em 1448 e depositados na cripta da pequena Igreja de Saint-Michel em Saint Maries de La Mer.

Assim, todos os anos na madrugada de 24 de maio milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa, África, Oriente e dos quatro cantos do mundo, reunem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor e homenagem a sua padroeira.

Orações:

ORAÇÃO A SANTA SARA I

Santa Sara, pelas forças das águas.

Santa Sara, pelos seus mistérios.

Tu possas estar sempre ao meu lado.

Eu, devota dos filhos dos Ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a senhora esteja sempre ao meu lado.

E que pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos; pelo meu altar, pela minha Cigana, eu possa ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio.

Santa Sara, eu vos peço que meus inimigos nunca me enxerguem, como sempre foste pare eles uma noite escura, sem estrela e sem luar.

Santa Sara me abençoe e acompanhe todos os meus amigos, e que sempre todos que baterem em minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e carinho para dar.

Que eu nunca seja orgulhosa e que sempre continue a mesma pessoa sincera e bondosa que sempre fui, sou e tenho certeza serei.

Assim seja!



ORAÇÃO A SANTA SARA II

SARA, SARA, SARA, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada

(pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...)

teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram, SARA, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste

e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.

SARA mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para meus olhos enxergarem até no escuro

(pedir força para os seus olhos, videncia),

luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,enfim a todos os que me cercam.

Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARA me colocarás e a todos os que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece.



SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos nao me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar,

a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer

(quando a pessoa nao está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água).



SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando sem para assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará

e a união comigo ficará e, sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade, teus ensinamentos deixarás.



Amai-nos SARA, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajuda dos pelos poderes de nossos irmãos Ciganos, serei alegre e compreensivo(a) com

todos os que me cercam.



Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e SARA, SARA, SARA estará sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.



E assim dizemos: somos protegidos pelos Ciganos e pela SARA que me ensinará a caminhar e perdoar.

Reze 3 Ave Marias (1ª para SARA, 2ª para os Ciganos e a 3ª para você)

Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.





ORAÇÃO A SANTA SARA III

(em louvor a todos os ciganos).

Opacha, Opcha, minha Santa.Sara Kali, mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo.

Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas.

Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés.

Santa Sara me ajude.

Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos.

Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou.

Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa.

Santa Sara, abrande os leões que rugem para me devorar.

Santa Sara, afungente as almas perversas para que não possam me enchergar.

Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.

Atravesaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste, eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida.

Santa Sara, sou pecador, triste,sofrido e amargurado.

Me traga força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos, Mãe, Senhora e Rainha da Festas Ciganas .

Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido Santa Sara Kali.

Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo,

louvando o Povo de Santa Sara Kali.

Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias.

Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo Povo Cigano.

Opcha , opcha Santa Sara Kali.



Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.



ORAÇÃO A SANTA SARA IV

A cigana tem o mistério, pois, do futuro, tudo entende. Na lua Cheia tem sua magia; em seus cristais está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é

alegria; com suas fitas coloridas tem fama de andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é o ser perfume. Santa Sata é sua

padroeira.

"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza".

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de 5 pontas, pelos cristais que hão

de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.

A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Sara, Sara, me abençôe; Sara Sara, me acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que a
todos que batam à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho.

Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.



ORAÇÃO A SANTA SARA

Segundo a Umbanda

Salve Rainha Sarah.

Salve sua formosura.

Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto.

Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provocações.

Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas.

Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem.

Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixe caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados.

Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança.

Salve o povo cigano.

Salve Santa Sarah Kali!

Saravá!



Oferendas:

Num local reservado de sua casa, forre uma mesinha com uma toalha florida ou a cor de sua preferência (menos preta), coloque a imagem de Santa Sara (caso a tenha), coloque num vaso rosas brancas, amarelas e rosa, um prato dourado de papelão contendo 3 maçãs vermelha, 1 cacho de uva rose e 1 da verde, 6 flores de trigo, acenda um incenso de rosas, 3 velas azuis formando um triângulo com o prato ao meio, borrife essência de rosas e ofereça a Santa Sara, fazendo a oração acima e os seus pedidos.

Estes textos foram retirados dos seguintes sites:

www.salves.com.br

www.jornalexpress.com.br

stelllamaris

santa_sara

Atenção!

O Sàbedoria Mística gostaria de se desculpar públicamente com as reais autoras da Oração de Santa Sarah!

O texto foi retirado de sites que não continham a autoria e esta foi a nossa falha.

O texto acima é de autoria reconhecida de
ANA DA CIGANA NATASHA E DE EDILEUZA DA CIGANA NAZIRA

e é encontrado no livro:
MISTÉRIOS DO POVO CIGANO

da Editora
PALLAS

Gentilmente nos desculpamos com as autoras e deixamos claro que nossa intenção não é de roubar créditos, mas sim passar o que há de melhor sobre as culturas e religiões abordadas.

Mais uma vez desculpe pela nossa "falha".
Atenciosamente,

Aprendiz de Feiticeiro

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