ORÁCULOS E TERAPIAS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Estados Alterados
· Profeta do Psicodélico

Nós, seres humanos, passamos a maior parte de nossa vida,acordados num estado comum de consciência, porque a maior parte da nossa humanidade entende que é o estado "normal", mas avanços da ciência mostram que o nosso cérebro produz suas próprias substâncias, veiculos para alterar a mente.
Entendo que a busca por estados diferenciados de consciência faz parte da natureza humana. Podemos observar isso em crianças, nas brincadeiras de rodopiar até ficarem tontas, ao experimentarem prender a respiração, etc.
Acredito que o ser humano é um buscador de experiências, alguns buscam enfrentando perigos da natureza,no êxtase religioso, nos esportes radicais, no sexo, nas danças, na música, nos esportes. O mesmo acontece nas experiências psicodélicas, com as drogas permitidas como o álcool, com práticas de meditação. Ela é parte legítima da condição humana
Os estados alterados de consciência no xamanismo, que aqui prefiro chamar de Estados Sagrados de Consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, etc. Estas incluem experiências fora- do- corpo, mudança de forma, transformação em animais, viagens através do tempo (passado ou futuro
Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar vários estados diferentes de consciência. São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.
Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece, alcançamos níveis profundos do nosso ser.
Eliade fala do êxtase, Castañeda do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supra-consciência, e outros nomes, para a mesma manifestação.
Os xamãs compreendem a conexão o corpo, alma e mente, de forma sagrada, espiritual. O trabalho do xamã tem efeito terapêutico ao induzir estados alterados de consciência e criar imagens que comunicam-se com tecidos e orgãos, e até células para promoverem mudanças.
Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder, respirações, posturas corporais, e outras. Através desses estados sagrados nós alcançamos uma experiencia divina, acessamos uma fonte de Sabedoria Superior, curamos nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência.
Michael Harner no seu livro O Caminho do Xamã, , chama o estado alterado de consciência (EAC), como Estado Xamânico de Consciência (EXC). Ele compara o EXC e o Estado Comum de Consciência (ECC), ao que Castañeda chamava de " Realidade Incomum e Realidade Comum ".
Harner exemplifica a diferença entre esses estados, por meio de animais, dragões, grifos e outros animais que consideraríamos míticos quando estamos em ECC, mas que são "reais" quando estamos em EXC
Carlos Castañeda narrava um universo uno e ao mesmo tempo duplo : o tonal e o nagual. O tonal representa tudo aquilo que captamos e percebemos diariamente, o mundo ordinário.
O nagual é aquilo que existe, mas raramente conseguimos perceber, é o mundo não ordinário ou extraordinário, o reino do desconhecido.O nagual não pode ser percebido racionalmente. É a sensação que vai além da razão, tornando irrelevante qualquer tipo de questionamento. Se é verdade ou não !

O "sonhar", que se referia Castañeda ,é a síntese da arte que aprendeu com Dom Juan Matus. É transpor os limites da percepção do dia-a-dia, penetrar pelas camadas do tonal e do nagual, poder voar deixando o corpo parado
Os caminhos do xamanismo são acima de tudo, espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados alterados. No xamanismo considera-se a doença como originária do mundo espiritual. A maior atenção não é dada para os sintomas, ou a doença em si, mas a perda de poder pessoal que permitiu a invasão da doença.
Sentimentos, pensamentos e imagens podem, na realidade, causar liberação de substâncias químicas. Um equilíbrio químico é essencial à manutenção da saúde.As imagens e visões, são usadas como instrumentos para reestruturar o significado de uma situação, de modo que ela deixe de criar sofrimento.
As imagens transmitem mensagens compreendidas pelo sistema imunológico. Elas ligam os pensamentos conscientes aos glóbulos brancos.Saude é estar em harmonia com a visão do mundo. É uma percepção intiutiva do Universo e de Todas as Suas Relações.
No xamanismo aprendemos a nos comunicar com animais, plantas, estrelas e minerais, conhecemos a morte e a vida e não vemos diferença entre elas. Expandimos para além do estado ordinário de consciência para experimentar as vibrações do Universo.
Se eu tivesse que escolher umas palavras para definir o êxtase, eu diria: INDESCRITÍVEL. Posso dizer o que eu senti e que acho ser um êxtase: Um estado de fusão com o Universo, nada falta, não há tempo, espaço, formas. Um estado de plenitude, sentindo a alma voar, ver e sentir belezas, cores, sons. Um encontro com "Algo Superior", uma sensação de amor e de saúde. O encontro com o Eterno, lindas visões..... Um Estado Superior de Consciência que lhe proporciona mudança de valores, aperfeiçoamento pessoal nas virtudes, amor à vida e a natureza e ao próximo.

autor:léo artese
fonte:http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1191191114

domingo, 27 de julho de 2008

Ritos e Cerimônias
É fundamental nas práticas xamânicas, a criação de uma atmosfera sagrada que proporcione um estado de consciência para garantir a entrada numa determinada Rede de Poder, a Criação do Espaço Sagrado.
O estabelecimento de um momento mágico .

Para atingir seus objetivos, o xamã viaja por mundos invisíveis à realidade ordinária, recupera traços perdidos da alma de seus pacientes , conhece o funcionamento da energia universal, usa o poder das pedras e das plantas e dos animais, evoca espíritos ancestrais, utiliza instrumentos de poder, círculos, totens, danças, meditações, sacrifícios, etc.
Segundo Stephen Larsen, os mitos surgem dos rituais, ou estão nele encerrados. Os rituais são a materialização dos mitos. Se não temos consciência dos nossos mitos, estes podem transformar em rituais não deliberados.
Os rituais muito repetitivos tornam-se crenças míticas, ou as provocam, razão pela qual são usados para a perpetuação de sistemas religiosos.
Campbell escreveu : "Os mitos são o apoio mental dos ritos; estes, a representação física dos mitos. Ou seja, o ritual é uma forma de vivenciar o mito.
Nas sociedades tradicionais, a relação do mito com a vida é evidenciada por grupos. Do ventre ao túmulo, as fases interiores de maturação são marcadas por ritos correspondentes - entre os quais a puberdade, o casamento e o nascimento.
Nossos ancestrais conheciam as fases de desenvolvimento e os rituais necessários para criar uma estrutura mítica de transformações para a psique em crescimento.
Ritos, rituais, celebrações e cerimônias fazem parte da história humana desde os primórdios, e existem até hoje.Cerimônias e e rituais estão expressos na arte, nos artefatos, e nas inscrições em rochas

Através dos rituais, lidamos com o subconsciente ou inconsciente, e entramos em contato com realidades invisíveis, que não são acessadas através da mente ordinária.
Os rituais podem ser classificados bem amplamente : os rituais sazonais (assinalam acontecimentos especiais na Terra (solstícios e equinócios), de encenação (onde se adere um simbolismo específico de um m determinado grupo), de passagem, sociais, de libertação, de aperfeiçoamento (aperfeiçoamento do caráter), de cura, celebrações, louvores, etc.
Quando os seres humanos realizam cerimoniais e rituais, em um grupo ou individualmente, há uma conexão feita com um campo antigo do consciência. Cria-se um espaço sagrado para a passagem de energia. Através da consistência em acessar esses campos cada pessoa ou grupo transformam-se numa ponte entre o céu e a terra; o coração individual abre-se de modo a criar um ambiente para que todos os corações humanos abram e expandam. Invocar e caminhar no sagrado é uma linguagem que transcende explicações e são compreendidas pelo coração.
Quando participamos de cerimônias, entramos num espaço sagrado . Tudo fora desse espaço desvanece-se na importância. Sentimos o tempo numa dimensão diferente. As emoções fluem mais livremente. Os corpos dos participantes abastecem-se de energia de vida, bênçãos chegam até eles, e os alcances desta energia para fora e preces a criação em torno deles. Tudo é envolto numa atmosfera sagrada.
Percebemos que não há separação, e que o Eterno reside dentro de cada um de nós.

A maneira que vivemos nossas vidas, nossas rotinas diárias, podem se consideradas cerimônias : nos aniversários, casamentos, batismos, inaugurações, etc e rituais : nas ações repetitivas e eventos diários tais como : escovar os dentes, almoçar, pentear os cabelos, rezar, etc.
Povos de muitas culturas têm múltiplas maneiras para expressar o ritual e cerimônias através de costumes, trajes, danças, alimentos ou bebidas, instrumentos musicais, festivais e assim por diante.
Usando uma definição clássica de cerimônia : um ato ou uma série formal de atos prescritos por rituais, protocolos, convenções. Atividades formais conduzidas em alguma ocasião solene ou importante. Gestos coletivos formais.
Ritual : ordem das palavras e atos prescritos para uma cerimônia. Um ato ou uma série formal repetida de atos. Uma ação cerimonial. Um procedimento estabelecido para um rito religioso ou outro. Um sistema de ritos religiosos.
Desta forma, o ritual e a cerimônia são usados para servir, adorar, honrar ou imprimir a Deus, Deusas, Ser Supremo, Gurus, Santos, guias ou mestres para elogios, louvores, agradecimentos e suplicas.
Um ritual é composto por uma seqüência de palavras e atos que interligam os participantes com uma determinada rede de poder (egrégora). Nos rituais religiosos renova-se a aliança entre os homens e a Divindade. No seu propósito de auxiliar a concentração, a visualização e força do pensamento, onde é fundamental o estado mental e o conhecimento dos condutores.
léo artese
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193130975

quinta-feira, 26 de junho de 2008

I Encontro de Bruxas e Magos do Sabedoria Mística

O Grupo Sabedoria Mística, esta promovendo um encontro de Bruxas e Magos no Horto Florestal - Zona Norte - SP!

o Primeiro será no sábado dia 19 de Julho, às 9:30 da manhã.

A intenção deste encontro é criar um bate-papo descontraído, onde poderemos nos
conhecer e trocar sabedorias, não teremos nestes encontros palestrantes, será
um encontro onde todos falaremos, tiraremos nossas duvidas e aprenderemos uns
com os outros, cada um na sua linguagem e crendice, mas com respeito, ética e
ordem.

Não teremos magias práticas, é um encontro!

Vamos nos unir, discutir interesses comuns, tirar nossas duvidas e fazer novos
"velhos" amigos de magias.

Pedimos apenas que as mulheres tragam uma flor, da cor e tipo que quizerem, e
os homens uma fruta, para podermos entregar a Mãe terra pelo espaço natural
concedido!

Não esqueçam de levar uma toalha ou algo para sentar, pois estaremos em um
local aberto e sentaremos no chão.

O encontro é Gratuíto e não será cobrado nenhuma taxa!

Todos serão bem vindos:

Druidas, Celtas, Xamãs, Magos Umbandistas, Bruxas, Magos, Terapeutas Holísticos, curiosos e etc...

A Intenção do Sabedoria Mística é criar um encontro mensal, neste mesmo local, todo o primeiro Sábado de Lua Cheia de cada Mês.

Se você não é de São Paulo, mas gostou da ideia, crie em sua cidade algo parecido, entre em contato conosco que teremos um enorme prazer em ajudá-los a divulgar o seu encontro.

I ENCONTRO DE BRUXAS E MAGOS DO SABEDORIA MÍSTICA
DIA 19/07/2008 AS 9:30
LOCAL: HORTO FLORESTAL - END.R.DO HORTO, 931 - Tremembé - SP
Gratuíto

Como chegar:

De Onibus:

1756 - PEDRA BRANCA no terminal de Ônibus em Santana, descer no Ponto final
ou
177H-10 - HORTO FLORESTAL / BUTANTÃ-USP - Descer no Ponto final (Este é mais
demorado, dá muita volta).

Duvidas entrar em contato pelo Telefone: 3451-6353 com Mago Däm Pívato
ou pelo e-mail: aprendizdefeiticeiro@gmail.com

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pai Nosso em Aramaico

--- TRADUÇÃO DIRETA DO ARAMAICO PARA O PORTUGUÊS SEM INTERFERÊNCIA DA IGREJA ---

"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!

Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo. Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do Mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o seu Amor ser o solo onde crescem nossas ações.

Que assim Seja"

Texto recebido por e-mail, tradutor desconhecido.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ética na Magia

O que é Ética?

"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”.(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed. Brasiliense, 1993, p.7)

Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.

Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.

O que é Magia?

Magia (não confundir com mágica ou truque), antigamente chamada de "Grande ciência", é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos superiores do Universo e da divindade.

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, “magus” ou “magi”, significando tanto imagem quanto "um homem sábio". Também pode significar algo que exerce fascínio.

Ética na Magia

Podemos então chegar a simples conclusão de que, se juntarmos as duas explicações anteriores chegamos á:

“A conduta do Mago se baseia no estudo e pratica dos segredos da natureza para o desenvolvimento integral das faculdades espirituais e ocultas do homem e da natureza!”

Sendo assim fica claro o não uso da magia para qualquer outra que não a evolução do homem.

Isto significa que a magia não deve ser utilizada para conseguir bens materiais, e nem aquele “amor” perdido. A magia deve ser utilizada para a evolução pessoal, no que consiste o autoconhecimento e a utilização consciente e respeitosa dos elementos da natureza.

Podemos deixar bem claro que qualquer pessoa pode se tornar um mago, pois a magia não é de propriedade de nenhuma dita religião e de nenhum ser iluminado, a magia é tudo.

Como saber se estou sendo ético?

É muito simples, em várias religiões trabalhamos com uma regra básica, mas primordial para a ética, que é:

“NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!”

Esta regra faz com que você seja ético em todos os momentos da sua vida, não só na Magia, mas em todos os momentos.

Pensem,

Você gostaria de ficar “amarrado” a uma pessoa que você não ama? Claro que não! Portanto não faça nem ensine magias de amarração!

Quando você tem 15 ou 16 anos, você tinha consciência total dos seus atos ou total controle de suas emoções? Pois bem, devemos ter muito cuidado para quem ensinamos magia prática, principalmente aquelas que podem interferir com o livre arbítrio do outro, num momento de raiva devemos ter experiência para transmutarmos esta energia em algo produtivo, e não simplesmente jogarmos uma “praga” ou “Maldição”. Devemos ter total consciência de nossas emoções, e para que isto aconteça devemos trilhar um longo caminho de estudos e vivencias para aprendermos a lidar com as nossas falhas.

Estes foram apenas alguns exemplos de falhas na ética da Magia, pois vemos aos montes, pessoas ensinando crianças a lançar feitiços, fazer amarrações, e sendo iludidas por revistinhas e páginas da Internet que dizem que a magia é para conseguir o que você quer, mas que não dizem e nem explicam a lei do retorno e as conseqüências da Magia mal utilizada ou ate mesmo da magia dita do “eu quero”.

Voltando, a Magia é para ser utilizada para o autoconhecimento e somente isto! Se cada um fizesse a sua parte, se cada um conseguisse alcançar e entender a simples frase “NÃO FAÇA PARA OS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ, E, FAÇA PARA OS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM PARA VOCÊ!” tenho certeza que a mundo se tornaria um lugar muito melhor, pois você nunca bateria no rosto de alguém, pois você não gostaria que batessem no teu.

Segue abaixo uma pequena lista de coisas que eu acho que ético:

  • Nunca utilize a Magia para conseguir qualquer tipo de beneficio material, seja ele um emprego, dinheiro ou uma mulher (homem) bonita (o), mesmo que você tenha uma boa intenção para fazer com o mesmo.

  • Não ensine magia prática para qualquer pessoa, principalmente para aquelas que você não tem certeza da boa utilização da mesma, saiba que você é responsável pelo bom ou mau uso da mesma.

  • Não ensine magias manipulativas para crianças e jovens que não tem controle emocional para transmutar os seus sentimentos.

  • Lembre-se : Matéria se consegue com matéria; Energia se consegue com energia; Espírito se consegue com espírito; Paz, sucesso e felicidade se consegue quando as três questões anteriores estiverem em equilíbrio.

  • Exemplo: Você quer ganhar dinheiro? Trabalhe.Não é errado cobrar pelos teus serviços, mas errado é negar ajuda para aqueles que precisam do seu conhecimento sem ter condições de arcar com os valores cobrados.

  • Cuidado com o ego, você não se torna melhor do que ninguém ao praticar magia, você apenas se torna mais consciente de seus atos e de suas falhas.

  • Cuidado com o uso de ervas alucinógenas, elas devem servir como instrumentos e não como amuletas para se alcançar níveis alterados de consciência, você consegue o mesmo resultado com um jejum bem praticado.

  • Respeite toda e qualquer Religião, Cultura ou Filosofia Mística e seus seguidores; Eles têm seus motivos e suas direções, Não devemos forçar ninguém a seguir uma Religião, Cultura ou Filosofia Mística, mas sim, mostre a sua e o seu ponto de vista, se a pessoa se interessar, mostre-lhe o Caminho ou peça para que alguém o faça!

  • Sempre Verifique o que, o porque e qual pode ser a conseqüência, de uma magia prática, tome muito cuidado, não a faça a toa e de modo algum a ensine sem que você tenha a certeza absoluta da sua funcionalidade e de sua boa utilização.

  • Jamais retire a vida de outro ser, os sacrifícios hoje podem ser transmutados para outro tipo de objetos, que servem para o mesmo fim.

  • Não brinque com Magia, mas faça Magia com alegria e descontração; Lembre-se que é por causa de pessoas que não levam a Magia à sério que hoje ela é tão desacreditada e mal interpretada.

Estas são apenas algumas regras que cito, mas o mais importante é que você siga a sua regra de ética e moral, lembre-se que você é um ser mágico e que em você existe todos os instrumentos e elementos da magia, você é capaz de saber o que é certo e errado basta você pensar nas conseqüências de seus atos e lembrar também que há uma lei a ser seguida, que é:

Tudo o que você faz, uma hora volta, em triplo para você.

Espero que volte somente coisas boas.

Um fraterno abraço.

Mago Däm Píváto
Tarólogo e Canalizador

Contato: (11) 3451-6353

sábado, 24 de maio de 2008

INSTRUMENTOS DE PODER

No xamanismo, existe uma riqueza de símbolos. A palavra vem do grego sumballein = atar junto. Nosso mundo reflete a totalidade do Universo. Quando um xamã construiu o circulo da Roda Medicinal, montou uma representação simbólica do universo, da Mente Universal, onde o todo é conectado em sincronização harmônica com todos os seres. Cada parte do Universo Físico e cada coisa vista na Terra era visto como tendo origens no não material, mas no espiritual e mental.

Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. Descrevo a seguir um dos mais conhecidos, acrescentando que são infindáveis os instrumentos de poder utilizados nas práticas xamânicas.
São empregados em rituais, os paus-de-chuva, que simbolizam os movimentos das águas, bastões de oração diferentes formas e adornos que precederam as varinhas mágicas.
Arcos e flechas, amuletos e talismãs, diferentes instrumentos musicais, raizes e sementes, cruzes mandalas, e etc., são usados de acordo com cada crença.
Eu acredito que somos nós mesmos que consagramos e conferimos poder a qualquer objeto, portanto qualquer praticante pode ter o seus próprios instrumentos , desde que confira poder através de sua vibração energética, sua intenção e sua fé, consagrando-o em ritual e transformando-o em um pólo de emissão de energia.
Para os xamãs “MEDICINA” significa poder ou energia vital que está contida em todas as formas da natureza. Muitos chamam instrumentos de poder e amuletos de “medicina”. Os instrumentos de poder, os símbolos, representam uma espiral de geração de poder, debaixo do controle da mente. O símbolo é o mapa da mente, através de seu uso podemos encontrar nosso próprio caminho de auto-conhecimento para melhorarmos as nossa vida. Com eles podemos acessar forças cósmicas e naturais que estão imersas e têm seus seres, suas entidades..

Autor:Léo Artese
Link:http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191052936

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O APRENDIZADO NO XAMANISMO




O aprendizado do xamanismo e o reconhecimento de sua coerência interna representaram para mim um importante ensinamento pessoal. O conhecimento xamânico é um manual de psicologia visionária; encontrei seus velhos símbolos, desde então, em praticamente todas as tradições religiosas : as crises, a viagem da alma, a transformação pela morte, a vítima involuntária e a festa do sacrifício, o salvador-curador. O vocabulário de imagens e idéias nessa tradição nos ensina uma espécie de língua viva, cuja essência vital nos leva cada vez mais fundo na experiência da vida. Também oferece uma iniciação numa tradição de sabedoria, porque os símbolos nos educam, fazendo surgir sentimentos e valores, e reconstextuando-os de maneira espiritual.
Nos primeiros livros de Castañeda, Dom Juan ensinou a Carlos a arte de ver através de "plantas visionárias" : o cacto peiote, o cogumelo, a datura. O estado alterado substitui a visão secular pela visão espiritual, e a partir desta flui o poder. O psiquiatra Claudio Naranjo estudou esse mesmo processo na América do Sul e verificou que as pessoas modernas que usavam yagé ou ayahuasca realmente viam alguns dos seres míticos tradicionais do xamanismo do índio brasileiro : jaguares espirituais, anacondas e criaturas ainda mais míticas, como a serpente de plumas.
Alguns dos pacientes de Naranjo achavam que tinham adquirido a visão de Raio-X da experiência xamânica. Essa faculdade é igual da América do Sul à América do Norte, da Sibéria à Austrália, e por vezes é alcançada por drogas, outras vezes sem elas. O xamã começa a ver as causas metafísicas da doença, ou outro problema - seja uma flecha de feiticeiro, um espírito da floresta que foi ofendido, um parente morto não devidamente pranteado, ou qualquer coisa.
Mircea Elíade escreve que o angaqoq, a visão mágica do esquimó é :
uma luz misteriosa que o xamã sente de repente em seu corpo, no interior de sua cabeça dentro do cérebro, um holofote inexplicável, um fogo luminoso, que lhe permite ver no escuro, tanto literal como metaforicamente, pois pode agora, mesmo com os olhos fechados, ver através do escuro e perceber coisas e acontecimentos futuros que estão ocultos aos outros.
Assim, ele vê o futuro e os segredos dos outros.
O visionário-xamã funciona como uma espécie de telescópio psíquico, portanto autorizado pela comunidade a estender sua visão e seu conhecimento.
Os grandes visionários da história são aqueles cuja visão ultrapassou o âmbito reduzido e pessoal; um exemplo notável é o Alce Negro dos Sioux, cuja grande visão pertencia ao destino psíquico de todo o seu povo. A analista junguiana Von Franz observou que um místico como Nicholas Von Flue - profundamente dedicado à pratica da contemplação - era, mais do que qualquer outra pessoa, capaz de ver o melhor caminho para toda a nação suíça em época d dificuldades.
Em última análise, nossa visão mitológica penetrante nos devia transformar não em cínicos, mas em crentes de um novo tipo - na realidade e ubiqüidade da experiência espiritual e na interminável criatividade dos seres humanos diante dela.

Essas crenças podem ser verificadas a qualquer momento que desejarmos : os mistérios deste universo se ampliam continuamente com nossa capacidade de simbolizá-los (e nossas idéias e imagens são dispositivos para ver), toda uma psique percebe um universo integrado - quando examinamos qualquer mitologia, encontramos uma tradição de sabedoria entre suas imagens, e os padrões fundamentais dessa tradição não pertencem exclusivamente a nenhuma religião específica, mas são universais.
Minha crença pessoal é que o estudo da mitologia comparada cria uma abertura respeitosa para com a experiência espiritual. Além disso, ao vermos que o herói tem realmente "mil caras", sentimos um humanitarismo profundo.
E mais importante, talvez, seja o sentimento de uma crescente abertura a todas as tradições sagradas e a um ecumenismo (xamanismo universal!!!!) que deseje ver através de qualquer conjunto de crenças e símbolos, além da superfície e até o sentido interior.
texto abaixo, extrai de Stephen Larsen, do livro Imaginação Mítica - ed Campus

Xamanismo

Bom vamos começar,comigo me apresentando,meu nome é Giovanne e estou aprendendo xamanismo e já sei uma boa parte dele,irei colocar algumas informações sobre ele,sobre druidismo e alguma coisa que eu veja em relação a um "mago" da natureza em outras culturas

O que é Xamanismo?
A Busca de uma Definição

Quando a maioria das pessoas, atualmente, ouve a palavra xamanismo, pensam em culturas indígenas americanas, outros reclamam por que não pajelanças se estão no Brasil, mas sempre considerado como “programa de índio”.
O xamanismo não se refere apenas à espiritualidade indígena, e óbvio que foram os indígenas os grandes responsáveis por manterem acessas as chamas da “Medicina da Terra” mas as práticas se originaram no homem primitivo , no paleolítico.
A palavra tem origem siberiana e não americana e é usada hoje, como uma forma única para descrever as práticas no mundo todo. Ou seja, as práticas são universais, é um legado do Mundo Espiritual para a Humanidade. Não pode haver fronteiras.
A palavra xamanismo foi criada por antropólogos (ver em xamã) para definir um conjunto de crenças ancestrais, que para mim, é um caminho de conhecimento. Nós podemos perceber traços do xamanismo em várias religiões.
As raízes do xamanismo são arcaicas, e alguns antropólogos chegam a pensar que elas recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana.As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos aborígines da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagonia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão presentes nas Grandes religiões.
Religião da Idade da Pedra
Piers Viebsky em :O xamã, cita que em 1991 foi encontrado o corpo mumificado de um homem preservado sob as neves dos Alpes Austríacos. Foi apanhado por um temporal ao cruzar um desfiladeiro da montanha há cerca de cinco mil anos. Poderia ser de um pastor (de ovelhas) mas as tatuagens na pele, um disco de pedra numa correia e alguns musgos secos medicinais encontrados em sua posse permite a suposição de que era um xamã numa viagem ritual.
Muito antes de ter sido descoberto esse "homem do gelo", no princípio do sec. XX, foram encontradas pinturas rupestres pré-históricas no Sul da França, de figuras semi-humanas, semi-animais, entre animais comuns, que foram consideradas como representando xamãs, e que conduziram a suposição de que o xamanismo foi a religião humana original e primordial.

Numa das gravuras, um homem com o falo ereto esta deitado ao lado de um bisonte, com uma cabeça de pássaro ao seu lado; o próprio homem parece ter a cabeça de pássaroe presume-se que a gravura represente um xamã em transe. Essa interpretação foi popularizada na década de 60 po Lommel, num livro profusamente ilustrado, Shamanism:The Beginnings Of The Art.

A figura da gruta de Les Trois Frères, nos Pirineus franceses que foi chamada de Feiticeiro Dançador, é considerada por alguns estudiosos como representando um xamã. Uma criatura masculina vista de perfil, olha de frente para quem a contempla, com os seus olhos muito redondos. Todas as partes da sua anatomia parecem pertencer a um determinado animal: orelhas de lobo, chifres de veado, rabo de cavalo e patas de urso. E, no entanto, o efeito geral é notoriamente humano. Outra interpretação possível é a de que represente um espírito Senhor dos Animais, personificando simultaneamente a essência de todas as espécies.
O primeiro tratado vem da Sibéria (altaicos, iacutes, buriatas, tungues, vogul, samoiedos, etc.). Uma fonte acredita que os homens/xamãs teriam emigrado durante as grandes glaciações, seguindo rebanhos de renas. Eles passaram pelo estreito de Bering, ou por uma ponte terrestre que ligava os dois continentes e se espalharam pelo mundo.
Encontram-se fenômenos xamânicos similares entre os esquimós, índios das Américas; do Norte, Central e Sul; na Oceania, na Austrália, no sudeste asiático; e enfim, na Índia, no Tibet e na China. Trata-se, aqui, de um conjunto de práticas evidentemente adaptadas a cada cultura, a cada crença, mas que em toda parte apresenta o mesmo conteúdo mágico, religioso e simbólico. Faz pensar que todos vieram de uma mesma fonte de conhecimento.
Se eu tivesse que sintetizar o que é xamanismo, diria que é a "Jornada da Consciência", é um legado da humanidade, além das fronteiras dos países, credos, raças, filosofias. Xamanismo Universal não significa uma classificação nova no xamanismo, o xamanismo é universal. A premissa básica é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado. O praticante compreende o “Espírito Essencial” que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. O praticante sabe quem ele é, e como se relaciona com o Universo. No sentido do "religare" pode ser considerada uma religião. Mas o xamanismo não é como um conjunto de ritos específicos que seguem seus mestres máximos como cristianismo (Cristo), budismo (Buda), islamismo (Maomé), Taoísmo (Lao-Tsé), etc; cujas práticas são determinadas e iguais, possuem seus Livros Sagrados de conduta em todos os lugares do mundo.
Mas, na essência são práticas religiosas. Ou seja o xamanismo se insere de acordo com a crença espiritual/religiosa local. O xamanismo é um fenômeno religioso. Pode-se dizer que as religiões representam um xamanismo adaptado e que, por sua vez, afetaram as tradições xamânicas continuadas ou marginalizadas, nas culturas que dominaram. As práticas, os mitos, as entidades dependem da tribo, linha, geografia, crenças...
O xamã é sempre uma figura dominante, e não um santo um avatar ou um profeta.O xamã é um intermediário entre o mundo espiritual da natureza e a comunidade.
A Medicina da Terra é derivada de conhecimentos medicinais, passados pelos ancestrais, que são honrados por aqueles que recebem a iniciação. O guichê mais ultrapassado é aquele em que o iniciado tenta "matar” simbolicamente seu iniciador, ao invés de honrá-lo. Isso é enfraquecer a raiz pela qual ele foi formado, uma auto-sabotagem espiritual. O entendimento disso faz com que o discipulado crie conscientemente um movimento de afinidade que traz harmonia no resultado.

O "conhecimento" é para todos, mas "sabedoria" é para alguns. Por isso, acho importante a divulgação do conhecimento e aplicação prática dele, pois existe ainda uma minoria que se transforma. É como um garimpo! Entre esses buscadores do conhecimento sempre sai uma pepita de ouro, que vai fazer o mundo mais brilhante. Por essas pepitas vale a pena. E, o coração do verdadeiro iniciado tem que se confortar com isso, pois sempre é a minoria. Por outro lado existe um outro fenômeno. Algumas pessoas lançam-se à determinadas práticas, sem o devido conhecimento e sem as "bênçãos espirituais" Ou seja, ação sem conhecimento. O que pode ser mais problemático ainda.
Muitos iniciam a caminhada, mas poucos atingem as maiores alturas. E, não está limitada aos iluminados, é disponível para todos nós, dependendo da sinceridade, humildade com que a buscamos. Sabedoria xamânica é a sabedoria da Mãe Terra e, a cada filho dela, é dado um presente, algum talento especial.
O xamã compreende o Círculo Sagrado da vida e recomenda, ajuda na cura e ensina o que é necessário para o bem comum da comunidade.Isto significa freqüentemente colocar a comunidade em primeiro plano. O caminho xamânico conduz a um relacionamento de amor com a Mãe Terra. Não é possível praticar o verdadeiro xamanismo, sem incluir os cuidados com a preservação da vida de todos os reinos (animal, mineral, vegetal, espiritual) em nosso planeta.
O xamanismo aparece como um reflexo de um “Grande Espírito”, que pode ter vários nomes. É honrado o Criador e todas as suas criaturas, sejam pedras, animais, aves, plantas, peixes, insetos, águas, ventos, etc., que compartilhamos a existência nesta vida. Essa consciência, esse alinhamento com as forças da natureza, transforma-se em poder de cura e expande habilidades psíquicas, através da reconexão com a vida, com o Sagrado, com o mistério da Criação.
O foco das práticas do xamanismo centra-se nos ritmos cíclicos da natureza: nascimento, morte e renascimento, a complementaridade masculino e feminino, o contato pessoal individual com ambiente imediato da terra, com as forças da terra do sol, da lua e das estrelas. Um verdadeiro xamã,enfrentou suas sombras, que enfrentou e venceu seus medos : da insanidade, da solidão, do orgulho, da vaidade e dos vícios;da doença, ao passar por mortes em vida. Depois disso escolhe torna-se curador curado, auxiliador, profeta, visionário, à serviço das pessoas.
No xamanismo ao redor do mundo podemos ver as similaridades que definem as práticas :
A Busca por estados Alterados de Consciência, Vôo da Alma / Êxtase. O xamã é um especialista e um mestre da viagem estática
A capacidade de viajar em espírito assumindo a forma de um animal ou ave, ou diretamente através daquilo a que chamaríamos de experiência fora-do-corpo. Este vôo mágico é um dos fundamentos do xamanismo
Viagem por mundos paralelos ( Reino dos Espíritos). Mundos invisíveis à realidade ordinária, a fim de guiar espíritos, obter conhecimento espiritual.
Trabalho como canal de cura, o conhecimento do poder das plantas, pedras, dos espíritos animais e seres da natureza.
Devoção à Criação : O Sol, a Lua, as Estrelas, o reconhecimento da presença de Deus em todas as manifestações do Universo
Interação com espíritos da natureza
Utilização de instrumentos de poder para induzir ao transe /estados alterados de consciência (tambores, maracás, etc)
Conhecimento sobre o fogo
Utilização de plantas (purificação, enteógenas, medicinais, magnéticas)
Canções de Poder
Danças
Respiratórios e dietas
Contação de histórias, preleições.

O Xamanismo como a mais antiga prática espiritual da humanidade, o respeito pela ecologia, o reconhecimento do Sagrado, a necessidade de expandir a consciência e obter resposta em mundos paralelos, a prática do amor incondicional são a base das práticas. A prática estabelece contato com outros planos de consciência, a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde.Propicia tranqüilidade, paz, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.
A interação harmônica dos elementos equilibra a Jornada da Nossa Alma, faz girar a Roda da Vida em harmonia.No xamanismo, praticado na atualidade, lemos a Magia dos Elementos:
A Terra é relacionada com o corpo físico, e com as sensações.
A Água é relacionada com a alma e com as emoções e sentimentos.
O ar é relacionado com a mente é aos pensamentos e idéias.
O fogo é relacionado com o espírito e associado à consciência, a claridade, a inspirarão.
O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e a compreensão que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante e provém do desenvolvimento de seus próprios dons. Inspirados na sabedoria dos povos ancestrais temos o desafio de resgatar o conhecimento acumulado das práticas xamânicas, das diversas tradições do planeta, para os dias atuais. Assim pretendemos contribuir para a saúde, autoconhecimento e o bem-estar geral do nosso povo assim como resgatar valores para uma vida mais harmônica e ecologicamente correta.
Os ancestrais xamânicos viviam em harmonia e equilíbrio com todos os seres sejam eles pedras, plantas, animais, pássaros, peixes, e até insetos.Para garantir sua sobrevivência, em ambiente hostil, os homens primitivos, interpretavam os sinais e as mudanças da natureza a seu redor. Viviam de acordo com os ciclos do Sol e da Lua, das mudanças das estações, das manifestações da natureza, vento, chuva, etc.

Os caminhos do xamanismo são espirituais. A prática xamânica compreende a capacidade de entrar e sair de estados de consciência, de realidades não-ordinárias Os estados alterados de consciência, não envolvem apenas o transe, e sim a capacidade de viajar na realidade incomum com o objetivo de encontrar-se com espíritos animais, plantas, mentores, obter insights, para curas, oráculos.
Os estados alterados de consciência incluem vários graus; Stanley Kryppner chega a classificar 20 estados diferentes de consciência. Eliade fala do êxtase, Castañeda fala do nagual. Nirvana, samadhi, alfa, transe, satori, consciência cósmica, supraconsciência, etc. também são nomes para a mesma manifestação.
São através desses estados que conseguimos nos conectar com nossos mitos, símbolos, nossa verdade interior. Conseguimos expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos. Aprendemos a sentir, ver e ouvir a energia.Nos religamos com o Sagrado e com a fonte criativa de tudo o que nos acontece. Através da consciência ordinária, não conseguimos alcançar níveis profundos do nosso ser. Existem diversas técnicas ou rituais para se chegar a estados mais profundos de consciência, dentre elas: tambores, danças, jejuns, plantas de poder (enteógenos), respirações, posturas corporais, e outros.
Através desses estados especiais nos alcança-se uma experiência divina, acessa-se uma fonte de Sabedoria Superior, podemos curar nosso corpo, nos conhecemos melhor através das visões, expandimos a nossa consciência. São através desses estados, que é possível conectar com mitos, símbolos, nossa verdade interior, expandir a nossa percepção para os mistérios que estão guardados em nós mesmos.
Aprendem-se as influências e forças da Terra, e como as energias naturais, afetam a vida. Tudo na natureza cresce e muda. É um ciclo. Os povos antigos consideravam a viagem circular da Terra ao redor do Sol uma roda, representando o eterno ciclo de nascimento e desabrochar, crescimento e florescimento, maturidade e frutificação, envelhecimento e decadência, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.
Os nativos reconhecem o círculo como o principal símbolo para o entendimento dos mistérios da vida. Observaram que ele estava impresso em toda a natureza. O homem olha o mundo através dos olhos, que é um círculo. A Terra, a Lua, o Sol, os planetas; são todos circulares. O nascer e o por do Sol, acompanham um movimento circular. As estações formam um círculo. Os pássaros constroem ninhos em círculos, animais marcam seus territórios em círculos. As cabanas, ocas, tipis são circulares.
O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeiras”, acessadas desde o princípio, na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos senti-las atuando em todos os momentos da cerimônia.
Podemos sentir a ligação profunda que a natureza tem com a vida nos tornarmos parte de uma comunidade global, propomos o Vôo da Consciência em busca de novos horizontes, de novas conquistas, de um novo ser, de uma nova vida. O início de uma vida pautada na sabedoria encontrada nas folhas, nos movimentos dos ventos, no poder transformador do fogo, nos espíritos ancestrais, na jornada da alma, na missão.
As religiões do mundo moderno não têm tempo para a ecologia espiritual, assim como a cultura e o modelo de pensamento consumista atuante.
As Grandes Religiões inspiram e apontam para uma vida eterna fora deste planeta e pouco se preocupam em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos. Muitos vivem, atualmente, com uma sensação de separação, de isolamento, um sentimento de que deva existir um sentido maior na vida. Os rituais xamânicos podem trazer a consciência de somos apenas um "microcosmo", de que somos parte de "algo maior", de que somos filho da Terra, parte de uma Terra Viva.
Harmonia - Amor - Paz e Luz

Link: http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496
Artigo retirado do site: http://www.xamanismo.com.br
artigo original escrito por: Léo Artése

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Santa Sara Kali


História

A Cigana Escrava que Venceu os Mares com sua Fé e Virou Santa Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio.

Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Autor: Nelson Pires Filho, Livro: Rituais e Mistérios do Povo Cigano Site: Magia Cigana

Outras versões são contadas, mas essa é a mais popular entre todas.

Considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local , pois nunca passou pelos processo de canonização, Sara esta liga da a história das tradições cristãs da Idade Média e o assim chamado culto às virgens negras. Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger Santa Sara como sua padroeira.

Certo é que ela é a mais venera da Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos. Contam as lendas que os restos mortais de Sara foi encontrados por um rei em 1448 e depositados na cripta da pequena Igreja de Saint-Michel em Saint Maries de La Mer.

Assim, todos os anos na madrugada de 24 de maio milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa, África, Oriente e dos quatro cantos do mundo, reunem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor e homenagem a sua padroeira.

Orações:

ORAÇÃO A SANTA SARA I

Santa Sara, pelas forças das águas.

Santa Sara, pelos seus mistérios.

Tu possas estar sempre ao meu lado.

Eu, devota dos filhos dos Ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a senhora esteja sempre ao meu lado.

E que pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos; pelo meu altar, pela minha Cigana, eu possa ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio.

Santa Sara, eu vos peço que meus inimigos nunca me enxerguem, como sempre foste pare eles uma noite escura, sem estrela e sem luar.

Santa Sara me abençoe e acompanhe todos os meus amigos, e que sempre todos que baterem em minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e carinho para dar.

Que eu nunca seja orgulhosa e que sempre continue a mesma pessoa sincera e bondosa que sempre fui, sou e tenho certeza serei.

Assim seja!



ORAÇÃO A SANTA SARA II

SARA, SARA, SARA, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada

(pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...)

teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram, SARA, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste

e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.

SARA mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para meus olhos enxergarem até no escuro

(pedir força para os seus olhos, videncia),

luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,enfim a todos os que me cercam.

Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARA me colocarás e a todos os que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece.



SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos nao me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar,

a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer

(quando a pessoa nao está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água).



SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando sem para assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará

e a união comigo ficará e, sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade, teus ensinamentos deixarás.



Amai-nos SARA, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajuda dos pelos poderes de nossos irmãos Ciganos, serei alegre e compreensivo(a) com

todos os que me cercam.



Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e SARA, SARA, SARA estará sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.



E assim dizemos: somos protegidos pelos Ciganos e pela SARA que me ensinará a caminhar e perdoar.

Reze 3 Ave Marias (1ª para SARA, 2ª para os Ciganos e a 3ª para você)

Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.





ORAÇÃO A SANTA SARA III

(em louvor a todos os ciganos).

Opacha, Opcha, minha Santa.Sara Kali, mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo.

Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas.

Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés.

Santa Sara me ajude.

Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos.

Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou.

Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa.

Santa Sara, abrande os leões que rugem para me devorar.

Santa Sara, afungente as almas perversas para que não possam me enchergar.

Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.

Atravesaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste, eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida.

Santa Sara, sou pecador, triste,sofrido e amargurado.

Me traga força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos, Mãe, Senhora e Rainha da Festas Ciganas .

Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido Santa Sara Kali.

Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo,

louvando o Povo de Santa Sara Kali.

Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias.

Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo Povo Cigano.

Opcha , opcha Santa Sara Kali.



Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.



ORAÇÃO A SANTA SARA IV

A cigana tem o mistério, pois, do futuro, tudo entende. Na lua Cheia tem sua magia; em seus cristais está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é

alegria; com suas fitas coloridas tem fama de andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é o ser perfume. Santa Sata é sua

padroeira.

"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza".

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de 5 pontas, pelos cristais que hão

de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.

A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Sara, Sara, me abençôe; Sara Sara, me acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que a
todos que batam à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho.

Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.



ORAÇÃO A SANTA SARA

Segundo a Umbanda

Salve Rainha Sarah.

Salve sua formosura.

Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto.

Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provocações.

Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas.

Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem.

Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixe caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados.

Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança.

Salve o povo cigano.

Salve Santa Sarah Kali!

Saravá!



Oferendas:

Num local reservado de sua casa, forre uma mesinha com uma toalha florida ou a cor de sua preferência (menos preta), coloque a imagem de Santa Sara (caso a tenha), coloque num vaso rosas brancas, amarelas e rosa, um prato dourado de papelão contendo 3 maçãs vermelha, 1 cacho de uva rose e 1 da verde, 6 flores de trigo, acenda um incenso de rosas, 3 velas azuis formando um triângulo com o prato ao meio, borrife essência de rosas e ofereça a Santa Sara, fazendo a oração acima e os seus pedidos.

Estes textos foram retirados dos seguintes sites:

www.salves.com.br

www.jornalexpress.com.br

stelllamaris

santa_sara

Atenção!

O Sàbedoria Mística gostaria de se desculpar públicamente com as reais autoras da Oração de Santa Sarah!

O texto foi retirado de sites que não continham a autoria e esta foi a nossa falha.

O texto acima é de autoria reconhecida de
ANA DA CIGANA NATASHA E DE EDILEUZA DA CIGANA NAZIRA

e é encontrado no livro:
MISTÉRIOS DO POVO CIGANO

da Editora
PALLAS

Gentilmente nos desculpamos com as autoras e deixamos claro que nossa intenção não é de roubar créditos, mas sim passar o que há de melhor sobre as culturas e religiões abordadas.

Mais uma vez desculpe pela nossa "falha".
Atenciosamente,

Aprendiz de Feiticeiro

Orações Ciganas

Para encontrar um grande amor:

"Minha estrela reluzente, aquela que mais brilha no céu.
Vai até o coração de alguém que ainda acredita no amor.
Com as fitas coloridas do povo cigano, amarre e traga essa pessoa para mim.
Com mel e o vinho cigano, eu chego pelo tempo até você, que precisa do meu amor.
Alguém que venha me amar, com intensidade, mas sabendo ser doce e meigo comigo.
Que a força da energia Cigana o traga para mim.
Que a força do amor que eu tenho seja capaz de envolvê-lo.
Ofereço as Ciganas Encantadas essa oferenda, como alguém que oferece uma taça de amor.
Alguém que esteja sedento, chegará com a força de um leão feroz, mas será manso como um carneiro.
Chegará e me envolverá com a força do amor caliente.
Chegará para libertar a alma cigana que existe em mim, e, assim, podermos chegar à estrada do amor.
Ciganas Encantadas, que suas forças se façam presente, abrindo os meus caminhos para que eu possa viver um amor cigano.
Assim seja para o bem de todos".

Ofereça às Ciganas Encantadas : mel e vinho, sob uma linda roseira vermelha.

Faça com fé e na Lua Crescente.

Oração Cigana

Deus está em toda parte ao mesmo tempo.
Ao seu redor e dentro de você.
Você jamais estará desamparado e nunca esta só.
Não permita que a mágoa o perturbe.
Procure manter-se calmo, para ouvir a voz silenciosa de
Deus que esta em você e assim poderá superar todas
as dificuldades que aparecerem em seu caminho e,
há de descobrir a verdade que existe em todas as coisas e pessoas.

Oração Para o Povo do Oriente

Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Sta. Maria Madalena, Sta. Sara Kali, São
Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor
e, levai nossos pedidos (mencionar o pedido) para que ele seja aceito.

São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.

Salve o Povo do Oriente!

Salve os quatro cantos do mundo!

Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.

Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.

Assim seja!!!!

(Essa é uma oração para atrair proteção do Povo do Oriente e é bom rezar com uma vela branca, um copo de água do mar, um incenso indiano e vestir roupa clara).

Oração para a Cigana

És uma linda flor que desabrocha no amanhecer és um espírito de luz
És a lua que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.
És o espírito que nos dá força para superarmos todos os nossos obstáculos.
És a estrela brilhante que ilumina nossas vidas neste planeta Terra.
És um espírito maravilhoso que à noite vigia nossos sonhos, impedindo a aproximação de espíritos maléficos
Cigana, com tuas fitas coloridas, estás sempre transmitindo a força do arco-íris.
Sempre que o aflito te invocar, possas transmitir-lhe a energia da paz, da harmonia e da consolação.
Que, ao olhar a chama de uma vela, possamos sentir a tua presença.
Que, ao tocar um cristal, possamos sentir a tua energia positiva.
Que, ao sentir o aroma de violetas, possamos sentir que estás nos confortando.
Cigana, cobre-nos com tua saia colorida, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.
Cigana encantada, que nesta hora possamos sentir segurança, paz e felicidade.
Com teu encanto, encanta coisas boas para que os nossos caminhos não tenham obstáculos.
Desencanta todas as perturbações que existam nos lares, Cigana, cura aqueles que estejam doentes do espírito, da alma, da matéria,
Com o poder do Pai-Sol
Com o poder da Mãe- Terra,
Nós te pedimos que nossos pedidos sejam atendidos.
Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os espíritos ciganos que viveram e sofreram nesta Terra, nesta corrente de fé, Cigana.

ORAÇÃO PARA O CIGANO

Cavaleiro da noite e do dia, homem forte e corajoso, és a força de um grupo cigano, és poder.
Com teu violino encantas a Lua Cheia.
Com teu sapateado ajudas a Mãe-Terra a sentir teu lamento cigano e sentes na relva a energia mais profunda da Natureza.
Ao olhar a fogueira decifras o que dizem as labaredas, pois é na chama do fogo que são revelados os mistérios do mundo.
Cigano, és homem forte e seguro do que queres.
Cigano, és amor, carinho, ternura e paixão ardente
Cigano, pareces árvore frondosa de tronco grosso, a proteger-nos das falsidades desta vida terrena.
Ao olhar para o infinito, possa eu sentir a tua energia.
Cigano, ao olhar a chuva caindo na relva, possa eu sentir-te lavando-me das impurezas deste mundo; e ao olhar a chama de uma vela, possa eu sentir-te a dizer-me:
"Estou te protegendo".

Fontes: Variadas

O Povo Cigano

A história dos ciganos pode ser dividida em três partes: a origem, a dispersão e a situação atual. Como, porém, em uma parte posterior deste trabalho será aprofundado o item situação atual, não cabe neste capítulo relativo à história abordar esses dados. Serão apresentadas, então, as questões ligadas a sua origem até a chegada ao Brasil.

Os ciganos fazem parte de uma etnia de cultura própria, rica, já que por variadas razões encontram-se dispersos por todo o mundo, tendo passado, em suas andanças, por diferentes países, legando e enriquecendo a sua cultura. Uma pequena parcela, hoje em dia, ainda é nômade, mas a maioria, como no caso dos ciganos do Rio de Janeiro, é seminômade e sedentária.

Segundo Arthur R. Ivatts, sociólogo, educador britânico e assessor da Comissão Consultiva para a Educação dos Ciganos e Outros Nômades, a concentração maior desse povo fica na Europa, ou seja, da população mundial cigana, mais ou menos a metade é residente na Europa, sendo que dois terços na Europa Oriental, e, parte reside ainda, no norte e no sul da África, no Egito, na Argélia e no Sudão. Nas Américas, o contingente está distribuído dos Estados Unidos à Argentina, tendo uma maior concentração no território brasileiro.

Devido ao modo de vida cigano, é difícil calcular o número exato deles, mas, segundo Ivatts, em 1975, sem contar com a Índia e o sudeste asiático, os ciganos eram, em média, cerca de sete a oito milhões em todo o mundo.

Antes de desenvolver o tema, é preciso deixar claro que o termo cigano é genérico, assim como índio, ou seja, dentro dessa etnia existem subdivisões e, nelas, existem famílias que fazem das tradições uma cultura própria de acordo com o subgrupo ao qual pertencem. No Brasil, mais particularmente no Rio de Janeiro, existem dois grandes grupos de ciganos: o Rom e o Calom.

O grupo Rom é mais disperso, pois, devido a sua origem extra-Ibérica, é encontrado no mundo todo, da União Soviética à Argentina. São os considerados ciganos autênticos e tradicionais. No Rio de Janeiro, foram contactadas famílias de três grupos rons: o Kalderash, o Khorakhanè e o Ragare.

Os nomes dos subgrupos são apresentados por força de uma profissão própria e predominante na família através dos tempos, como os kalderashès (ferreiros, caldeireiros, produtores de panelas, parafusos, utensílios, chaves, pregos, ferramentas, selas, cintos e outros objetos de couro). Alguns são exibidores de feras amestradas, os circenses (lovares) e (manushes). Outros ainda, que eram antigos traficantes de cavalos, atualmente, negociam com carros, sendo também exímios comerciantes, mecânicos e lanterneiros, como os ciganos do grupo Calom. Há também os que vendem ouro, jóias, roupas, tapetes, que são os mercadores ambulantes ou feirantes.

Os ciganos do grupo Calom situam-se, na Espanha — particularmente em Andaluzia, onde existe a maior concentração de calons — em Portugal, na África do Norte e no sul da França, são os chamados ciganos Ibéricos. Há muitos anos, alguns desse grupo foram deportados ou emigraram para as Américas, existindo, assim, uma grande parte desses ciganos no Brasil.

Diferenciam-se dos rons pelo aspecto físico, dialeto e costumes. Sua maioria encontra-se nômade, principalmente no Norte e Nordeste, mas uma grande parte já está totalmente sedentarizada, principalmente no Rio de Janeiro. Muitos exercem profissões ligadas à justiça: juízes, promotores, advogados, oficiais de justiça e policiais.

Os grupos e os subgrupos serão conhecidos minuciosamente no decorrer deste trabalho, mas, para finalizar essa visão histórica, é importante mencionar que o termo rom significa cigano para qualquer cigano, pois calom, como são conhecidos os ciganos Ibéricos, é o dialeto utilizado por estes desde a época da repressão na Espanha e em Portugal. O Romanês ou Romani, língua mundial cigana, traz a palavra rom significando homem, cigano e marido.

Fonte: www.guardioesdaluz.com.br

Novena para Santa Sara Kali para engravidar

História da Santa:

Dada às perseguições aos cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados numa barca sem remos, sem velas, sem alimentos e água, em represália à fidelidade à Cristo.

Entre os que receberam este castigo estavam: Maria Salomé, mãe do discípulo Tiago Maior e João; Maria Jacobé, irmã ou prima da Virgem Maria; Lázaro e suas irmãs Marta e Maria Madalena, além de Maximino e Sidônio, o cego de Jericó. No momento em que a embarcação foi jogada ao mar, uma escrava egípcia, Sara, implorou para que a levassem junto. E um milagre aconteceu: Maria Salomé jogou um grande lenço sobre as águas e Sara caminhou sobre ele até subir ao barco. Os ciganos a veneram com o nome de Sara, a Kali (que significa negra ou morena).

Seus restos mortais repousam na Igreja de Notre-Dame-de-La-Mer, na cidade de Saintes Maries de La Mer, antiga Camargue, no Sul da França, segundo consta ao lado das criptas de Maria Jacobé e Maria Salomé. As relíquias foram descobertas em 1449 e hoje a igreja é um dos locais visitados pelos peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, pois faz parte de sua rota de peregrinação. Novena: Os Ciganos Veneram Santa Sara, Que Tem Dois Dias , 24 E 26 De Maio, De Comemorações. Nestas datas, ciganos de várias partes do mundo vão até Saintes Maries de Lar Mer, quando levam a imagem dela até o mar numa procissão lindíssima.

Para as ciganas, Santa Sara é a protetora da gravidez. Quando uma delas é ?seca?, como dizem , pedem a Sara Kali a graça de ser mãe e são atendidas.

A novena é simples:

Compre um lindo lenço, bem colorido ou florido, como usam as ciganas, e amarre-o em volta da imagem ou gravura da santa, pedindo por um bebê.
Durante nove meses ? que é o período de uma gestação ? faça todos os dias a oração da santa. Segundo a lenda, a graça poderá ser concedida antes mesmo do fim da novena.

Quando o bebê nascer, o lenço passará a ficar amarrado no berço até a criança completar um ano. Se for uma menina, costuma-se agradecer à santa colocando o nome dela no bebê. Se for menino, nomes como Tiago e Lázaro, discípulos de Cristo que também estavam na barca com Sara Kali, são indicados. Mas também podem ser usados como um segundo nome, como Regina Sara, Paula Sara, etc... ou Pedro Lázaro, Sergio Tiago e por aí afora.

A Oração:

Sara, Sara, Sara, fostes escrava de José de Arimatéia. No mar, fostes abandonada (pedir para que não sejamos abandonados pela sorte, amor, dinheiro, saúde, felicidade...). Teus milagres no mar se sucederam e como santa te tornastes, à beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos ciganos, que te consagram como protetora e mãe vinda das águas. Sara, mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem até no escuro, luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos. Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam, para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e, assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal,tu, com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante, beber três goles de água). Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando com fé, sem parar. Assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união comigo ficará. E sentirei o perfume das caravanas que passam, deixando o rastro da alegria e da felicidade dos teus ensinamentos. Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem. Ajudados pelos teus poderes, serei alegre e compreensivo com todos que me cercam.Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e ? Sara, Sara, Sara ? estarás sempre à minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.

E assim dizemos que somos protegidos por Sara, que nos ensinará a caminhar e perdoar.

Reze três Ave-Maria, sendo a primeira para Sara, a segunda para os ciganos e a terceira para você.

Os que quiserem colocar um copo de água benta ou filtrada diante da imagem da santa ou oferecer flores, podem crer que serão sempre bem-vindos.

NOTA: quem quiser saber mais sobre Santa Sara Kali e suas orações, poderá ler o livro ?Os Mistérios de Santa Sara




Fonte: Planeta na Web

Magia Cigana I

RECEITA DA CIGANA SARA


Para abrir caminho trazendo Sorte, amor e dinheiro

Material:

21 Moedas,
açúcar,
01 vela comum branca,
03 rosas amarelas sem espinhos.

Como fazer:

Numa reta, jogar as moedas uma a uma e um pouco de açúcar junto, quando chegar na moeda 21ª acender a vela e dizer:

"Cigana Sara eu te peço com a ajuda do povo cigano clareie meus caminhos, abrindo-os para a sorte, no amor, na saúde, na felicidade, na fartura e sucesso."

Colocar as 03 rosas de frente para onde irá caminhar em forma de triângulo, apontando para o lado que você irá caminhar (para frente) e não volte para trás.

Autor: Sandra Piagneri

Horóscopo Cigano

Uma pequena descrição dos signos da tradição cigana:

PUNHAL - 21/03 a 20/04
Pessoas plenas de energia, vitalidade, determinação e coragem. Capazes de superar os mais difíceis obstáculos. São espontâneas e dinâmicas.

COROA - 21/04 a 20/05
Possuem enorme capacidade de amar, são românticas e emotivas. São objetivas e firmes nas suas intenções; gostam de conforto.

CANDEIAS - 21/05 a 20/06
São comunicativas e inquietas. Criam boas coisas. São habilidosas e com rapidez de raciocínio. Não se prendem a nada.

RODA - 21/06 a 20/07
Pessoas extremamente emocionais e intuitivas. Eternos românticos. Tem grande capacidade de observação e boa vontade para ajudar os outros.

ESTRELA - 22/07 a 22/08
Possuem irresistível atração pelo poder. São pessoas determinadas, querem lealdade e sempre tem boa sorte,além de serem generosas e positivas.

SINO 23/08 a 22/09
Pessoas altamente supersticiosas e místicas, apreciam a ordem e gostam de planejar suas atividades. São tímidas e desconfiadas.

MOEDA - 23/09 a 22/10
Pessoas de sensibilidade e e dedicação, força progresso. Corajosas, quase sempre bem sucedidas no amor.

ADAGA - 23/10 a 21/11
Pessoas de coração bom. Possuem temperamento forte, apaixonado e sedutor; crítico e observador. São muitos radicais.

MACHADO - 22/11 a 21/12
Pessoas de personalidade forte, possuem auto disciplina.. Trabalhadoras e dedicadas. Conseguem superar os obstáculos.

FERRADURA - 22/12 a 20/01
Pessoas fortes, lutadoras, benevolentes, comunicativas e otimistas.

TAÇA 21/01 a 19/02
Pessoas que gostam da verdade; idealistas e cordiais. De temperamento variável, pensam num amanhã melhor.

CAPELA – 20/02 a 20/03
Pessoas ligadas ao misticismo; sensíveis e sentimentais. Confiam na vida e em mudanças positivas.

Strellamaris

E-mail: strellamaris_tarot@hotmail.com

strellamaris_astros@hotmail.com

Glossário Cigano

ROMANÊS O IDIOMA DO POVO CIGANO
O Romanês, um idioma muito diferente do português e exclusivo deste povo, é um vocabulário que se originou pela mistura de muitos outros, resultado de suas andanças pelo mundo. É impossível vinculá-lo a um único idioma ou etnia. Conheça algumas palavras e sua tradução:


PEQUENO DICIONÁRIO ROMANÊS
Acans: olhos
Aruvinhar: chorar
Bales: cabelos
Baque: sorte, fortuna, felicidade
Bato: pai
Brichindin: chuva
Cabén: comida
Cabipe: mentira
Cadéns: dinheiro
Calin: cigana
Calon: cigano
Churdar: roubar
Dai (ou Bata): mãe
Dirachin: noite
Duvêl: Deus, Nosso Senhor, Cristo
Estardar: prender
Gadjó: não cigano
Gajão: brasileiro, senhor
Gajin: brasileira, senhora
Jalar: ir embora
Kachardin: triste
Kambulin: amor
Lon: sal
Marrão: pão
Mirinhorôn: viúva
Naçualão: doente
Nazar: flor
Paguicerdar: pagar
Panin: água
Paxivalin: donzela
Querdapanin: português
Quiraz: queijo
Raty: sangue
Remedicinar: casar
Ron: homem
Runin: mulher
Sunacai: ouro
Suvinhar: dormir
Tiráques: sapatos
Trup: corpo
Urai: imperador ou rei
Urdar: vestir
Vázes: dedos ou mão
Xacas: ervas
Xinbire: aguardente
Xôres: barbas

Dança Cigana

Os ciganos adoram dançar. A dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano. Desde criança os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).

Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição que a todos fascina.

A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício pelos ciganos. Montagens de balé e de óperas (como Carmen, de Bizet) são representadas por profissionais de balé não-ciganos (gadjes). Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança, pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.

Como diz Niffer Cortez (uma das poucas dançarinas ciganas) "Marcar uma coreografia, para o cigano, é prende-lo; é não dar liberdade para os seus movimentos". Por outro lado, a Bibi Esmeralda (chefe do Grupo Kalemaskê Romae, de Pirituba/SP), é uma Puri (avó) de 65 anos e dança como uma jovem de vinte. Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande parte da emoção espontânea e do inestimável encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura, arte e beleza.

A história da dança oriental está intimamente ligada à história dos ciganos. Eles vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:

Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no Afganistão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.

Há mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:

1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.

2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha

3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia

4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia

Tanto o povo cigano como o andaluz eram um orgulhosos por manter suas tradições. Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco. Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante". A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana. Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a tourada.

Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles. Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos. A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa., pois sua vida real só era manifestada entre eles. Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente. Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos. Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que mesclavam-se com os da cultura local. Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia. Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe.

Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco". O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central, Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantém na altura dos ombros. Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.

Curiosidades sobre o Povo Cigano

Há uma lenda cigana, passada por gerações e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um rei no passado e que se instalaram em uma cidade da Índia chamada Sind onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram , destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra...

Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos.

A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos ciganos, para entreter o seu povo com música.

É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval.

Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.

A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades. Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza.

Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egípcios.

A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25).

Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).

Dos preconceitos á discriminação, até chegar as perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.

Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenha sido eliminado durante o regime nazista.

Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os "ciganólogos" definem como "Ciganos que permaneceram na pátria".

Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos; sucessivamente estabeleceram fluxos migratórios para aquelas regiões. Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos.

Deve-se salientar que estes dados são aproximados, pois na ausência de censos, esses se baseiam em fontes de informação nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenientes da vizinha antiga Iugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do leste europeu.
Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balcãs.

A família é sagrada para os ciganos. Os filhos normalmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da prática de esmolar e da leitura de mãos. Os homens, atingida uma certa idade, são freqüentemente iniciados em outras atividades como acompanhar o pai às feiras para ajudá-lo na venda de produtos artesanais.

A Família

Além do núcleo familiar, a família extensa, que compreende os parentes com os quais sempre são mantidas relações de convivência no mesmo grupo, comunhão de interesses e de negócios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as famílias vivem em lugares diferentes.

Um exemplo de classificação da sociedade cigana (tirado em parte do livro Mutation Tsigane, de J.P.Liégeois)::

grupo > subgrupo> nátsija (nacionalidade) > vítsa (descendência, leva o nome do chefe da estirpe) > família > indivíduo

ROM
Kalderásha
Serbijája (Sérvios)
Minéshti
Demítro
x, y, ...........
Márcovitch
x, y, ...........
outros
x, y, ...........
Papinéshti
Jonéshti
Frunkaléshti
outros
Moldovája (Moldávios)
Demóni
Jonikóni
Poróni
outros
Grekúrja (Gregos)
Bedóni
Kiriléshti
Shandoróni
outros
Vúngrika (Húngaros)
Jonéshti
outros
Xoraxája ou Xoraxané ou Horahanê (Turcos)
outros
Lovára
Churára
Machwáya
Boyásha (Ciganos de Circo)
outros

SINTI (ou MANUSH)
Gáchkane (Alemães) etc.
Estrekárja (Austríacos) etc.
Valshtiké (Franceses)
Piemontákeri (Piemonteses)
Lombardos
Marquigianos
outros

KALÉ (ou GITANOS ou CIGANOS)
Catalães etc.
Andaluzes
Portugueses

Nota:

Enquanto que entre os Rom a classificação em "subgrupos" acontece com base em identificação de tipo ergonímico (denominação que traz origem na profissão tradicionalmente exercida), entre os Sintos e os Kalé os subgrupos são geralmente designados segundo um conceito de natureza toponímica (referindo-se a lugares de assentamento histórico).

Diferentemente dos Rom, estes não conhecem outras classificações de "nátsija" e de "vítsa". Pode-se porém afirmar que o subgrupo entre os Sintos e os Kalé na realidade corresponda à "nátsja" dos Rom.

Com base nisso, o esquema de classificação social desses dois grupos pode ser configurado do seguinte modo:

grupo > subgrupo (= nátsija)> família > indivíduo

Além da família extensa, há entre os rom um conjunto de várias famílias( não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo e ao mesmo subgrupo.

O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se reconhecer o respeito existente com os mais velhos, aos quais sempre recorrem. Entre os Rom a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que preside a kris.

A kris é um verdadeiro tribunal cigano, constituído pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando se deve resolver problemas delicados como controvérsias matrimoniais ou ações cometidas com danos para membros do mesmo grupo. Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar, e a decisão unilateral cabe aos membros anciães designados, presididos pelo krisnítori, que após haver escutado as partes litigantes, decidem, depois de uma consulta, a punição que o que estiver errado deverá sofrer.

Recentemente, a controvérsia se resolve ,em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que pode chegar a vários milhares de dólares; no passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em penas corporais.

Diáspora Cigana

Há cerca de mil anos, um grupo de famílias saiu da Índia em direção ao Oeste. A essa decisão – tomada em local incerto e por motivos ignorados – devemos a sobrevivência da língua romani, a alegria inigualável das orquestras ciganas presentes através dos séculos, tanto nos palácios como nas praças, as rapsódias húngaras de Franz Lizt, o flamenco espanhol, os versos do Romancero Gitano, de Frederico Garcia Lorca, a crença nos milagres de Santa Sara, a peregrinação a Saintes-Marie-de-la Mer, na França, o aparecimento dos violinistas de restaurante indicando o momento do beijo nos filmes de Hollywood da década de 50, o conhecimento de nosso destino pela leitura das linhas das mãos.

Devemos também à diáspora dos ciganos a criação de inúmeras heroínas literárias, desde ciganas legítimas – como Esmeralda amada por Quasímodo, o corcunda de Notre Dame, a Gitanilla de Miguel de Cervantes Saavedra e a Carmem de Georges Bizet – até Capitu, que apesar de brasileira tinha olhos não apenas de ressaca, mas "de cigana oblíqua de dissimulada".

Devemos aos ciganos, enfim, a interminável intriga romântica dos 155 capítulos da novela "Explode Coração", exibida pela Rede Globo, e o remorso por termos deixado que fossem exterminados em massa durante o genocídio nazista.

Nós, os "gadje" - como eles nos chamam -, tivemos pelos ciganos, nos seus mil anos de diáspora, uma atitude pendular entre o fascínio e a desconfiança. Admiramos seu estilo de vida sem âncoras nem raízes, domando ursos, negociando cavalos, trabalhando o cobre, fazendo música.

Por outro lado, os acusamos de todos os males infamantes, da feitiçaria ao canibalismo, de rogar pragas a roubar crianças. Na verdade, as crianças roubadas foram as suas. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco.

Durante muito tempo, não acreditávamos que os ciganos tivessem sequer uma língua. Os sons que pronunciavam aos ouvidos ocidentais como algaravia, simples código para melhor enganar os "gadje". Também não sabíamos por que eram chamados ciganos ou gitanos.

A palavra cigana teria sua origem nos "atzigani", seita herética do Oriente médio, praticante da quiromancia, enquanto gitano, corruptela de egiptano (gitane, em francês, gypcie, em inglês) seria uma lembrança da passagem dos ciganos pelo Egito de nossos, não o Egito de nossos Atlas modernos, mas o chamado "pequeno Egito", ocupando o lugar da Grécia. A explicação mais usual é que seriam sobreviventes da Atlântida.

Foi preciso esperar o século XIX para que surgisse a luz. Estudos sobre as origens da língua cigana – o romani – tornaram-se verdadeira ciência graças aos trabalhos do alemão Pott, do grego Paspati, do austríaco Micklosicyh, do italiano Ascoli. Comprovaram eles que o romani pertence à família indo-européia.

Pelo vocabulário e pela gramática está ligado ao sânscrito (como o português ao latim). Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estritamente aparentando a línguas vivas, tais como o hindi, o goujrathi, o marata e o cachemiri.

Identificando as palavras que foram incorporando-se ao idioma original e seguindo as indicações dos antropólogos, dos historiadores, das tradições orais e até dos grupos sangüíneos foi possível estabelecer com certeza a origem dos ciganos no norte da Índia.

Vieram eles do Estado atual de Délhi ou de seus arredores, muito possivelmente do Rajastão. De lá seguiram até a Pérsia, onde seu caminho se separou em tridente, uma ponta descendo para o Egito, a segunda morrendo na Armênia, a terceira avançando pela Turquia e pela Grécia, de onde os ciganos espalharam-se por toda a Europa e, atravessando o mar, pelo continente americano. No Brasil, os primeiros grupos chegaram no século XVII, ao Maranhão.

Por onde passavam, os ciganos deixavam sua marca na música e na dança. Puristas afirmam que não existem músicas e danças essencialmente ciganas, mas apenas influências, o que gera controvérsias nas classificações. Mas esse é um assunto para especialistas.

O certo é que o cigano não apenas assimilava a música dos países nos quais vivia, mas a mantinha viva, era capaz de enriquecê-la e recicla-la a sua maneira, transportando-a além das fronteiras.

Sua música encantava igualmente o povo e a aristocracia, um dos motivos pelos quais os primeiros grupos que surgiram na Europa, por volta do século XIV, foram bem recebidos.

Cedo, no entanto, surgiu o preconceito com suas conseqüências. Primeiro, a exclusão dos ritos sociais: a Igreja não enterrava ciganos em campos consagrados nem batizava seus filhos. Depois, o arsenal completo da perseguição: ferro em brasa, forca, decapitação, suplício da roda, deportação em massa.

No tempo do nazismo, os ciganos sofreram a mesma sorte dos judeus e dos homossexuais, assassinados lado a lado nos campos de concentração de Ravensbrück, Dachau, Buchenwald, Auschwitz e Birkenau. Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo.

Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: "De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz... Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra".

Música Cigana

Foi na Europa central e oriental que a música cigana (vocal e instrumental) teve – e continua a ter – seu público mais fiel e apaixonado. Os elementos musicais turco-árabes, recolhidos pelos músicos ciganos nas cores dos paxás e dos beis, floresceram na Hungria com a incorporação dos instrumentos, da técnica, da orquestração e da harmonização europeus.

Desde o século XVII, os senhores magiares mantinham orquestras ciganas.

Dois nomes ficaram na história: o do cimbalista Simon Banyak, protegido da imperatriz Maria Teresa, e Janos Bihari, autor de "Kronunhs", música para o coração da imperatriz Maria Luisa da Hungria, em 1808.

Assim como na Hungria e na Transilvânia, os ciganos eram numerosos na Moldávia, na Valáquia e nos países que viviam a formar a Iugoslávia. Grupos de cantores ciganos foram introduzidos na Rússia pelo conde Aléxis da Moldávia, sob o reinado de Catarina, a Grande, e fizeram enorme sucesso nos anos que se seguiram à guerra de 1812 contra Napoleão.

A música cigana espanhola, conhecida desde os tempos de Cervantes, ganhou popularidade universal com o canto jondo.

Vários compositores europeus foram intensamente influenciados pelos ciganos. Além de Liszt, o mais conhecido, também Haydn, Schubert, Beethoven e Brahms.

Dança Cigana

Danças ciganas sempre foram atração especial nas cortes européias, a começar pela francesa. Desde o tempo de Henrique IV apresentavam-se dançarinos ciganos no castelo de Fontainebleau e na residência da marquesa de Sévigné. Moliére, em O Casamento Forçado, introduz no palco um grupo de ciganos e ciganos dançando ao som de pandeiros. Numa das apresentações, o próprio Luís XIV dançou vestido de cigano.

Na Turquia, a dança era uma das profissões ciganas mais características. O cortejo das tropas de Constantinopla que desfilou para sultão Mourad IV, no século XVII, tinha, após a seção dos músicos, uma seção de dançarinos, entre os quais numerosos ciganos.

Em Portugal, a Farsa das Ciganas, de Gil Vicente, apresentada em 1521, mostrava quatro mulheres ciganas que cantavam e dançavam.

Foi na Espanha, entretanto e, sobretudo nas terras do sul, no antigo reinado de Granada, que a dança cigana floresceu em seu terreno mais fértil. De seu encontro com a arte árabe nasceria o inigualável flamenco da Andaluzia.

A Língua dos Ciganos

A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia. Pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri. No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram.

Religião dos Ciganos

Os ciganos, ao deixarem a Índia, não carregaram suas divindades. Eles possuíam na sua língua apenas uma palavra para designar Deus (Del, Devel). Eles se adaptaram facilmente às religiões dos países onde permaneceram. No mundo bizantino, tornaram-se cristãos. Já no início do século XIV, em Creta, praticavam o rito grego.

Nos países conquistados pelos turcos, muitos ciganos permaneceram cristãos enquanto que outros renderam-se ao Islã. Desde suas primeiras migrações em direção ao Oeste eles diziam ser cristãos e se conduziam como peregrinos.

A peregrinação mais citada em nossos dias, quando nos referimos aos ciganos, é a de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue (sul da França). Antigamente era chamada de Notres-Dames-de-la-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na grande peregrinação cristã de 24 e 25 de maio, tão popular desde a descoberta no tempo do rei René, das relíquias de Santa Maria Jacobé e de Santa Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uma praia vizinha. Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexarão mais tarde como sua compatriota e padroeira.

A origem do culto de Santa Sara permanece um mistério e foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual a Camargue.

(Fonte: Livro Mille ans d'histoire des Tsiganes, autor: François de Vaux de Foletier).
Texto cedido por Ruth Escobar. 8º Festival de Artes Cênicas de São Paulo



Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos:

• "E JULI QUE NAILA CHAVÊ THI SPORIL E VITZA"
( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive);

• "MAI FALIL EK CHAU ANO DY, DIKÊ EK GUNÔ PERDO GALBENTÇA"
( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);

• "NAI LOVÊ ANÊ LUMIA THIE POTINÁS EK CHAU"
( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).

Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora amando-se, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento.

A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.

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